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E-mailOs policiais militares da Bahia que deixaram o prédio da Assembleia Legislativa do Estado estão se reunindo na manhã desta quinta-feira na sede do sindicato dos bancários de Salvador. Uma assembleia dos grevistas vai definir os rumos do movimento iniciado na semana passada.
Integrantes da Aspra-BA (associação de praças da PM e dos bombeiros) afirmam que a greve vai continuar, mesmo após a prisão de Marcos Prisco, dirigente da associação e líder da greve.
O ex-policial Prisco foi preso após deixar a Assembleia, junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini.
Havia mandado de prisão expedido contra eles, que foram detidos ao saírem pela porta dos fundos da Assembleia como parte do acordo para a rendição. Em seguida, foram levados até a polícia do Exército.
Prisco foi flagrado por escutas telefônicas incentivando atos de vandalismo no Estado. As gravações foram divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Em uma das escutas um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai "queimar viatura" e "duas carretas" na rodovia Rio-Bahia.
Segundo um dos advogados dos grevistas, Rogério Andrade, a decisão de desocupar a Assembleia foi tomada porque os grevistas avaliaram que não teriam mais condições de manter a ocupação do prédio, que teve a luz e a água cortadas. Os militares do Exército que cercaram o local também bloquearam o acesso de mantimentos.
Outro grevista disse que a decisão foi tomada em assembleia durante a madrugada. O grupo estaria atendendo um pedido de Prisco, que entendeu que seria mais seguro eles se entregarem porque havia uma determinação de reintegração de posse e poderia haver confronto.
O deputado estadual Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia, disse após a desocupação estar de consciência tranquila por ter pedido a reintegração de. "Felizmente não houve uma gota de sangue [derramada]. Estou com a consciência tranquila, porque se eu não tivesse pedido o prédio talvez os grevistas estivessem lá até agora", disse à rádio Sociedade. Marcelo é aliado do governador Jaques Wagner (PT).
Já o comandante da PM, coronel Alfredo Castro, disse em entrevista à rádio que "de maneira gradativa estaremos nas ruas com força total. A greve acabou e vamos viver um novo momento na instituição".
| Moacyr Lopes Junior/Folhapress | ||
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