Chacina deixa sargento da PM e outras duas pessoas mortas em bar de Belém

Uma chacina deixou três pessoas mortas em um bar no bairro da Cabanagem, em Belém, por volta das 17h deste domingo (5). Uma das vítimas era um sargento da Polícia Militar. A esposa do policial também foi baleada e levada para o hospital ainda com vida.

 

Segundo as primeiras informações, o sargento, identificado como Rui Vilhena Gonçalves, de 51 anos, estava em um bar com o sogro e a esposa, quando foram abordados por dois homens em uma moto preta. Um deles desceu do veículo e disparou contra as pessoas que estavam no lado de fora do bar. Segundo testemunhas, foram disparados entre 12 e 15 tiros. Nenhum pertence das vítimas foi roubado.

 

Após o crime, os suspeitos fugiram pela avenida Centenário, em direção à feira da Cabanagem. De acordo com a Polícia Militar, o sargento Vilhena atuava no 6° Batalhão da Polícia Militar, no município de Ananindeua, e estava há 27 anos na corporação. Testemunhas afirmam que o sargento estava recebendo ameaças de morte nos últimos dias.

 

Além do policial, o sogro do agente e outro homem foram mortos. Um vídeo feito logo após o massacre mostra as vítimas baleadas e caídas na frente do estabelecimento. A identidade das outras duas pessoas mortas ainda não foi revelada.

 

De acordo com a Polícia, a Divisão de Homicídios da investiga o crime e realiza buscas. Não há informações sobre a motivação da chacina e, até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso. Uma equipe do 24º Batalhão da PM também segue na busca pelos suspeitos.

 

Bairro recebeu intervenção da Força Nacional

 

O bairro da Cabanagem recebeu, em 2019, a intervenção de agentes da Força Nacional, devido aos elevados níveis de criminalidade na região. Juntamente com os bairros da Terra Firme, Guamá, Jurunas e Bengui, a Cabanagem recebeu os agentes como parte do projeto Territórios Pela Paz, do Governo do Pará.

 

Outras chacinas

 

A última chacina registrada na Região Metropolitana de Belém ocorreu em 19 de maio de 2019. Na ocasião, 11 pessoas foram mortas com tiros na cabeça em um bar no bairro do Guamá. Sete homens encapuzados chegaram em uma moto e três carros e dispararam contra as vítimas. O bairro também havia recebido agentes da Força Nacional.

 

No mesmo ano, em 1º de janeiro, cinco pessoas foram mortas no bairro da Cremação por homens encapuzados que chegaram em dois carros.

 

Em 2018, houve duas. Em abril, 9 pessoas foram mortas em Belém e Ananindeua. Em outubro, oito foram assinados no bairro do Tapanã, na capital.

 

A maior onda de assassinatos ocorrida no estado foi em janeiro de 2017, quando 28 pessoas foram mortas num intervalo de 24 horas, após o assassinato de um policial militar.

 

 

G1

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