Bloco do Boi chega aos 49 anos e inicia preparativos para o cinquentenário em 2021

O velho e sempre presente Bloco do Boi é o principal destaque do Carnaval de Catolé do Rocha, sertão da Paraíba. Anos que se vão e anos que chegam e lá estão eles, bois, vacas, bezerros, garrotes e novilhas satirizando temas e histórias que marcaram a vida de gerações incorporadas numa verdadeira família.

Aqui todos são parentes ou grandes amigos do boi, e a mais antiga agremiação carnavalesca de Catolé do Rocha, e talvez uma das mais velhas ainda em ação no sertão paraibano, tornou-se ícone dos festejos momescos, sem perder a irreverência e a alegria entre amigos.

A cada ano tem uma presepada, ou um ato encenado por eles mesmos, para recordar e não deixar morrer ‘momentos inesquecíveis’ vividos ao longo de meio século de carnaval,  juntos e misturados.

Este ano, no almoço de carnaval, que tradicionalmente é oferecido pelo casal Chico de Lauro e Linaura Maia, na lendária Fazenda São Domingos, todos pararam para reverenciar os votos de 43 anos do casal Célia e Dr. Assis, que disseram sim, e se casaram em pleno carnaval do ano de 1977. A noiva, que veio trajando o mesmo vestido azul, original do casamento, renovou os votos de felicidades, narrando a release de uma vida de amor, trabalho e dedicação a família.

Breve histórico

Fundado em 1972, pelos amigos, Neto de Boca Rica, Leoberto, Zeninho, Ivan e Jaques Targino e Genaldo Bertoldo, o bloco é uma extensão da escola de samba escravos da Folia, que integrou o Carnaval de Catolé do Rocha dos anos 60 e começo dos 70.

De acordo com o historiador João Salustriano Neto ‘O NETO DE BOCA RICA’, um grupo de amigos, ainda bem jovens, com o término o fim da escola de samba, resolveram partir para a criação de um bloco, e daí nasceu O BOI.

“Em fevereiro de 1972, nós seis fundamos o bloco e ainda sem nome, fomos até a Sorveteria Aymoré, na Praça Sérgio Maia, que era de Seu Paulo da Brahma, e lá até às 13h00 a cerveja custava um cruzeiro (mais ou menos) e depois das 13, custava um cruzeiro e meio, então nós fomos pra sorveteria, e depois das 13hoo descemos para um bar que existia na frente do Hoje Banco do Brasil [o bar era onde hoje funciona a loja de Chico Maia], e no caminho Zeninho encontrou uma esteira de palha e colocou nas costas, começando a fazer piruetas imitando um boi, e daí surgiu a denominação BLOCO DO BOI, disse Neto de Boca Rica.

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