Dr. Bastião Costa conta uma das presepadas de NIESA que também foi lateral do Tabajara A. C. de Catolé

Otoniel Bezerra Filho, o ‘NIESA’ também foi um bom jogador de futebol, e atuou como lateral esquerdo no Tabajara Atlético Clube, nos anos áureos do futebol catoleense. Mas na verdade ele ficou marcado pelas inúmeras presepadas que o próprio protagonizou ao lado dos amigos de sua geração.

 

Confira uma das historietas de NIESA contada por Dr. Sebastião Costa

 

 

Tive o privilégio de ser inserido no clube do cachaceirismo pelas mãos de um craque: Nieza. Pra ser mais exato, eu e o meu grande amigo de adolescência, Everaldo Miranda, que vem a ser seu primo.


Nas festas da UBAT, a nossa rotina era tomar uma meiota e lavar com duas cervejas, combustível suficiente para curtir toda a festa. O bar era o do sargento (me lembro vagamente dele), vizinho à sorveteria.


Naquela noite, na festa da UBAT, havia uma atração especial: Marinês e sua gente. Meiota e cervejas na cabeça, fomos ao clube, e a forrozeira, toda vestida de cangaceira, deu um show à parte.


Em algum momento da festa, Nieza me chamou pra um particular e eu, que há pouco tempo o havia conhecido através de Everaldo, fui meio receoso, pela seriedade que ele colocou.


Engrossou a voz e ordenou:


- Vamos ali!


Obedeci: - O que é Nieza?


- Vou matar Mirandinha (tio de Everaldo)!


- Que história é essa, Nieza?!


Fui falando e olhando ao redor pra tentar localizar Everaldo, e já morrendo de medo.


- Não, Nieza! Espere aí que eu vou chamar Everaldo!


- Nem vá!


Fiquei num dilema terrível. Na minha cabeça (acho que eu tinha 15 ou 16 anos), Everaldo poderia fazer alguma coisa pra evitar aquela tragédia, mas se eu saísse dali pra procurar Everaldo, ele poderia executar o que tava planejando.


Depois de muita conversa, tentando convencê-lo a mudar de ideia (pra onde ele ia, eu ia atrás), ele me chamou pra fora do clube e fomos descendo , como se fosse pra escola do cajueiro. E o meu medo, a cada passo mais escuro, aumentava mais ainda.

Lá na frente ele parou. A essas alturas, eu já estava numa tensão terrível, e, de repente, ele levantou a camisa e arrastou um revolver do tamanho do mundo.

 

Foi o maior susto da minha vida, mas aí ele caiu na risada.


Quando voltamos pra festa, metade do clube estava procurando o revolver de cangaceiro com que Marinês se apresentava.


Nieza tinha roubado.

 

POR SEBASTIÃO COSTA / PORTAL CATOLÉ NEWS

O catoleense Dr. Sebastião Costa é médico pneumologista e escritor, atualmente reside na capital João Pessoa

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