Dr. Paulinho criticou fechamento das UBS's e Centro de Covid de Catolé do Rocha no período de 11 dias

Durante entrevista ao programa Catolé News, nesta sexta-feira (31), o médico catoleense Dr. Paulinho, criticou a decisão do prefeito municipal de baixar o ‘Decreto de ‘Recesso Natalino’, que determinou o fechamento de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), assim como também o Centro de Covid de Catolé do Rocha, sertão da Paraíba, pelo longínquo período de 11 dias.

A determinação de fechar todas as Unidades Básicas de Saúde de Catolé do Rocha pelo período de 11 dias ininterruptos, ou seja, de 23 de dezembro de 2021 até 02 de janeiro de 2022, foi possível através do Decreto Municipal Nº 089, publicado pelo prefeito Lauro Adolfo Maia Serafim, em 29 de novembro de 2021.

“Com relação ao recesso, eu chamaria de retrocesso de Natal. Como está difícil fazer saúde pública, trabalhar com saúde pública em tempo de Covid, daí você fechar um centro de enfrentamento ao Covid durante 11 dias. Pra onde essas pessoas vão se dirigir. Você ter um Centro de Saúde para realização de exames com os portões fechados” criticou Dr. Paulinho.

O médico foi ainda mais enfático, quanto da possibilidade dos mais necessitados precisar do atendimento da saúde pública do município.

“Aqueles que precisarem de um exame de sangue (hemograma), ou sumário de urina, por exemplo, e não tem o recurso pra fazer particular, a quem essas pessoas vão recorrer, para onde vão se dirigir”, enfatizou.

Dr. Paulinho falou também das consequências causadas pelo fechamento das UBS e outros órgãos da saúde municipal durante o recesso.

“Com as UBS fechadas vamos ter o Hospital Regional, como também o Infantil, lotados e sobrecarregados, daí você vai ver a gravidade, pois vamos ter uma pessoa com problema respiratório podendo ou não estar infectada com Covid, junto com pessoas que estão ali simplesmente para mostrar um exame, ou para tratar de problema de saúde mais simples, e isso pode provocar uma explosão de novos casos da doença”, alertou.

O médico também mostrou a solução que deveria ter sido tomada para não causar esse problema.

“Se os profissionais de saúde estão cansados, precisam de uns dias para descanso, é simples, façam um rodízios no atendimento desses profissionais, que, aliás, essa ideia foi até sugerida pelo vereador Garber Benjamin na Câmara Municipal, mas não fechar as Unidades Básicas de Saúde. Se você tem 14 equipes na atenção básica, você deixaria quatro ou cinco funcionando, e fazia uma escala, afinal, é melhor um pouco do que nada, pois não poderemos ter a saúde fechada dessa maneira”, pontuou.

Por fim, Dr. Paulo Cesar ainda deixou uma sugestão que a saúde municipal já deveria ter adotado, a exemplo do programa ‘Saúde do Trabalhador.

“A atenção Básica em Catolé do Rocha já deveria ter o programa Saúde do Trabalhador, que é aquele atendimento da atenção básica no período noturno. Temos esse exemplo em Riacho dos Cavalos que faz tão nem, a vários anos. Enquanto Catolé do Rocha, uma cidade pólo, com mais de 30 mil habitantes, não adotou ainda uma estratégia tão importante para a saúde do município”, completou.