Policial morto por tiro acidental é enterrado, na PB; 'ele sonhava com essa profissão', diz tia

O policial militar morto após ser baleado na cabeça por um disparo acidental, durante uma ocorrência em Campina Grande, foi enterrado no início da tarde desta terça-feira (10 de setembro). O corpo do cabo Emerson Thiago Soares de Lima, de 34 anos, foi levado para o cemitério Campo Santo em uma viatura do Corpo de Bombeiros, durante um cortejo realizado por outros policiais, colegas de trabalho, amigos e familiares.

 

Em depoimento à TV Paraíba na manhã desta terça, a tia do cabo Emerson Thiago, Glória Nascimento, disse que o sobrinho atuava como PM há 10 anos. O policial, que trabalhava no destacamento da cidade de Juazeirinho, no Agreste, havia sido transferido para trabalhar em Campina Grande este ano.

“Ele sempre sonhou com essa profissão, desde pequeno. A gente vivia pedindo pra Deus cuidar dele, mas infelizmente essa é a realidade que a gente vive no nosso estado e no país”, afirmou a tia do PM.

Durante o cortejo do corpo do cabo, houve uma cerimônia de homenagem da Polícia Militar ao cabo Emerson Thiago. O corpo do PM, que estava sendo velado na Central de Velórios localizada na Avenida Juscelino Kubitschek, foi levado em cortejo até o Campo Santo Parque da Paz, no bairro do Velame.

Durante o cortejo do corpo do PM, houve uma cerimônia de homenagem da Polícia Militar ao cabo Emerson Thiago — Foto: Artur Lira/TV Paraíba

Arma que matou PM disparou sozinha, diz delegada

 

O tiro que matou o policial militar partiu de uma submetralhadora que estava nas costas de um outro PM, conforme a delegada de Homicídios Nercília Dantas, que acompanha o caso. De acordo com a delegada, as primeiras investigações revelaram que a arma teria disparado sozinha enquanto os policiais tentavam conter um homem suspeito de desordem no bairro Monte Santo.

 

Na manhã desta terça-feira (10), a delegada contou que a arma que disparou e matou o cabo Emerson Thiago era uma submetralhadora .40, que estava com munição engatilhada no momento da ação dos policiais, na manhã da segunda-feira (9).

 

Conforme Nercília Dantas, o caso é tratado como um acidente de trabalho. “A gente ouviu várias testemunhas ontem [segunda-feira] e os depoimentos mostraram que essa arma que estava nas costas do policial é um modelo de arma que tem um histórico de disparar muito fácil, pesquisas apontam que já são vários incidentes ocorridos com esse modelo de arma”, explicou a delegada.

 

Corpo do PM foi enterrado no início da tarde desta terça-feira (10), em Campina Grande — Foto: Artur Lira/TV Paraíba

G1PB

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