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E-mailA Presidente do Magazine Luiza mostra como o consumo pode ser uma forma de inclusão e cidadania.
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E-mailTreinador lembra que planejamento previa o crescimento da equipe no momento decisivo e que o time vai brigar de igual para igual com o Santos
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E-mailA tal serenidade não impede Ciro de ser ácido. Ele admite que sua candidatura ao governo de São Paulo seria artificial. Defende que o PT e o PSB lancem no Estado dois candidatos ao governo. Só mesmo "se o mundo se acabar" e não tiver outro jeito, ele encararia a sucessão paulista. O PSDB paulista, afirma, amarga uma eficiência medíocre o o PT, dispara, "é um desastre" no Estado, por conta da crise de credibilidade após o escândalo do mensalão e do caso dossiê em 2006 --quando petistas negociaram a compra de um dossiê contra políticos do PSDB em meio à sucessão.
Com 12% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, Ciro se mantém candidato a Presidência e diz que age "em sintonia com Lula e com a direção do PSB". Afirma que só ele teria condições, se eleito, de propor um diálogo entre o PSDB e o PT, a saída política para o país. E faz uma certa profecia: a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cometerá algum erro na campanha, pois é a mais vulnerável e inexperiente entre os candidatos.
Ao final da entrevista, com o gravador já desligado e cercado por correligionários do PSB num hotel no Rio, Ciro confessa que se não for candidato à Presidência e nem disputar o governo de São Paulo, deixará a política.
Abaixo, os principais trechos da conversa:
Folha - O sr. afirmou na semana passada que São Paulo não precisa do sr. São Paulo precisa de quem?
Ciro Gomes - Fulanizar a política é algo ridículo no Brasil. São Paulo precisa de um projeto porque a eficiência medíocre do PSDB deu o que tinha que dar. Os indicadores de violência estão crescendo, o transporte está colapsando, a educação de São Paulo é uma das piores do país. Agora, como o PT é um desastre, lá em São Paulo especialmente, eles têm essa eficiência medíocre posta em relevo.
Folha - Por que o sr. considera o PT um desastre em São Paulo?
Ciro Gomes - Por tudo o que aconteceu. Eu lamento, mas há uma lista toda, a nominata quase inteira com problema. Estou falando do desastre de confiabilidade, de confiança da população a ponto de o próprio PT, na minha opinião corretamente, pretender lançar um candidato jovem lá, para fazer nome. Os principais quadros do partido [o PT], por essa ou aquela outra, justa ou injustamente, entraram num problema. Não é brincadeira não, rapaz. José Dirceu, Genoino, Mercadante, Marta, João Paulo... Não é brinquedo não. Praticamente isso é a lista inteira.
Folha - O PT pretendia lançar o sr. no Estado.
Ciro Gomes - Eu fico muito honrado, distinguido com isso, mas veja bem: não é tão artificial essa solução não?
Folha - Então se o sr. for candidato ao governo de São Paulo será uma solução artificial?
Ciro Gomes - A minha candidatura naturalmente é artificial. Agora, o que eu posso fazer, eu poderia fazer --e tinha que ser sincero e franco com a população de São Paulo --era dizer: eu não faço rotina aqui, mas acumulei uma experiência de grande sucesso na administração pública, e essa experiência eu me disponho a colocar a serviço de São Paulo. Não é minha pretensão. Todo mundo sabe e eu repito que minha intenção é ser candidato à Presidência.
Folha - Mencionando um ditado dito pelo sr., "quem quer pegar galinha não diz xô!".
Ciro Gomes - Eu não estou dizendo xô para ninguém. Eu apenas quero ser sincero, porque não posso parecer indeciso --e eu não estou. Nem posso atrapalhar a responsabilidade dos meus companheiros do PT, do PSB, que têm uma candidatura que pretende ser apresentada lá, que é do Paulo Skaf. É tão remota e exótica essa possibilidade que ninguém tem que esperar por mim. Amanhã, se no limite o meu papel for essencial, se não for eu não dá certo, o mundo se acaba, o projeto brasileiro corre risco, e tal, nesta circustância é evidente que eu iria. Mas não creio.
Folha - O sr. trabalha por alianças do Paulo Skaf com o PT, por exemplo? O sr. vê possibilidade de uma chapa Aloizio Mercadante e Skaf?
Ciro Gomes - Eu não veto, não atrapalho, não opino contra, mas acho que a melhor opção é o PT ter o seu candidato e nós o nosso.
Folha - Circulam avaliações no meio político e uma delas é que o sr. está numa orquestração com o presidente Lula, agindo conforme interesses do Planalto para impedir que José Serra cresça. Seus movimentos são feitos em consonância com o presidente?
Ciro Gomes - Todos os movimentos que eu faço são em absoluta consonância com a direção do meu partido, o PSB, e com o presidente Lula.
Folha - Interessa ao presidente que o sr. se coloque neste momento candidato à Presidência?
Ciro Gomes - Se interessa a ele ou não eu não sei, mas até o presente momento tudo o que eu fiz está em absoluta sintonia com ele e com a direção do meu partido.
Folha - O sr. diz que é o único a ter liberdade para fazer críticas ao governo do presidente Lula, sejam políticas ou econômicas. Esse debate sobre o papel do Estado, com viés anti-privatização, é equivocado?
Ciro Gomes - Não, a questão não é que esteja equivocado. Embora o Serra tenha sido capaz de quebrar patentes no Ministério da Saúde na questão do coquetel anti-aids (...), ele chega em São Paulo privatiza a conta da prefeitura, hospeda num banco privado. E em seguida bota a Nossa Caixa para vender, um dos últimos ativos que São Paulo tem. Em relação à Dilma eu tenho a vivência que ela não tem.
Folha - Mas qual é a sua posição sobre privatização e o papel do Estado?
Ciro Gomes - Isso tudo é baboseira ideológica. No mundo inteiro a experiência empírica demonstra, inclusive com a crise recente nos EUA, que o Estado não é máximo, nem mínimo, nem grande, nem pequeno. É o necessário. É o seguinte: a lei do menor esforço. Quem faz melhor, mais rápido e mais barato é quem vai fazer. É o Estado fazendo o que for necessário fazer. Às vezes é Estado regulador, às vezes tem que ser empresário. Não quer dizer que temos que cair no estatismo, na ineficiência, abrir mão de mecanismos modernos de privatização, parcerias público-privada, concessões. Não. A economia moderna é mista, mas a responsabilidade pela dinâmica estratégica de um país é do Estado.
Folha - O sr. sempre menciona eventuais problemas de governabilidade do futuro presidente, seja ele quem for, dado que ninguém terá o capital político e altíssima popularidade de Lula, que de certa forma faz com que ele transite bem no Congresso.
Ciro Gomes - Mais que transitar. Ele suporta, sem perder legitimidade. O que é um fenômeno absolutamente raro. Só ele. Não conheço nenhum outro. Nem Juscelino [Kubitischek]. Se a coalizão for essa, com o protagonismo desta banda do PMDB que manda no país sem dúvida [haverá crise de governabilidade]. O DEM é muito melhor que o PMDB neste instante. Uma questão é um escândalo, no qual todos nós estamos vulneráveis a ter um companheiro que vai entrar numa dessa. Todos nós. Isso é da política. O problema é que no PMDB, não o coletivo, mas a banda hegemônica, faz desta linguagem o seu instrumento central de luta.
Folha - E como se governa o Brasil com a atual condição de representatividade e o atual sistema político?
Ciro Gomes - É uma ilusão de ótica que a prostração moral do PT está passando para o país. O problema da situação política da Dilma é que ela fica com a boca travada. Ela não pode falar isso para ninguém. Como o Serra também não pode. Eu posso. Eu posso fazer avançar a bancada do PSB, do PC do B, do PDT, pensando em flancos ideológicos. E posso fortalecer entendimentos com o lado decente e republicano do PMDB e o lado que tem espírito público do PSDB, que é imenso (...) Não tenho problema nenhum em fazer alianças. Imagino governar o Brasil assim: eu encerraria a violenta, paroquial e provinciana radicalização que opõe PSDB e PT. Convocarei um entendimento nacional entre os dois partidos, PT e PSDB, e convocaria todos os outros partidos para influir, me poria como magistrado. Essa é a saída para o país avançar e diminuir a importância de setores clientelistas, fisiológicos, atrasados, corruptos (...) Os brucutus reacionários eles dizem: se for o Serra ou a Dilma tá tudo bem. O que o mercado não quer é o Ciro. O que Wall Street não quer é o Ciro.
Folha - Fazendo uma revisão história de 2002, o mercado ainda teme sua candidatura?
Ciro Gomes - Teme, mas é injusto. Eu não sou uma invenção. Eu já fui ministro da Fazenda. Eu fui muito bom para a economia brasileira pelos resultados. O país cresceu 5,3%, tivemos superávit primário de 5% do PIB, inflação zero. Agora, tive algumas questões. Fiz a intervenção do Banespa e do Banerj. Fiz a abertura comercial que dissolveu vários cartéis. Tudo bem, a vida é dura. Eu não vou vender a minha alma para ser presidente do Brasil.
Folha - O preço que o sr. paga pode ser inclusive ter dificuldades de financiamento da sua campanha, um fantasma que circunda todas as campanhas. Como o sr. financiará a sua?
Ciro Gomes - Nós precisamos resolver essa equação do dinheiro com a política. Na democracia representativa, dinheiro é uma essencialidade. E a nossa moral vigente, a ética católica dominante, meio que abomina isso. E aí como a realidade se impõe, você vai na clandestinidade, e mistura ladrão e safado com empresários que não aceitam doar para a sua campanha, mas aceitam doar anonimamente para o partido. Eu advogo o financiamento público de campanha. Advogo mais: a estatização das campanhas, que é uma ideia que jamais vai passar. O TSE conseguiria padronizar as campanhas, equalizaria as linguagens. Vou fazer uma caricatura, porque é mais complexo, mas teria um estúdio e tudo mundo só gravaria lá.
Folha - E como o sr. viabilizará sua campanha?
Ciro Gomes - Vou lá pedir dinheiro. É o momento mais desagradável de todos. Nas minhas campanhas eu sempre me protegi. Eu não tenho uma só pessoa. Eu normalmente faço a lista dos contribuintes prováveis e possíveis, e monto uma equipe. E nunca vai um só, normalmente vão dois, fazer em meu nome. Quem financiou 100% minha campanha de deputado federal foi a indústria siderúrgica brasileira.
Folha - Há forte especulação no meio político em São Paulo em torno da filiação do Paulo Skaf no PSB, de que ele teria entrado no partido para financiar campanhas.
Ciro Gomes - Isso é uma completa ilusão. Nenhum indivíduo, nenhum, nem o Eike Batista aguenta financiar campanha individualmente. O Skaf está muito longe de ser um Eike Batista. Ele é um pequeno empresário, a rigor.
Folha - O PT teria que tomar um cuidado especial com essa questão do financiamento nesta campanha, pelos escândalos recentes?
Ciro Gomes - Tem. Todos nós temos, mas o PT mais que ninguém. Um vetor essencial da história do PT é o moralismo. Aí o pecado do pecador a gente perdoa, mas o pecado do pregador é imperdoável.
Folha - Neste contexto não é um equívoco político escolher um tesoureiro, o João Vaccari Netto, que esteja supostamente ligado ao caso Bancoop, ainda que não tenha nenhuma prova ou sentença?
Ciro Gomes - Eu não estou suficientemente informado do assunto e acho odiento que alguém pague por uma culpa não demonstrada.
Folha - O sr. já sofreu uma oscilação fortíssima nas pesquisas em 2002. Todos os políticos não estão sujeitos a isso?
Ciro Gomes - Sim, isso eu acho. Acho que a Dilma cometerá um erro, porque nenhum de nós escapou. O Lula cometeu, eu cometi, o Serra, o Alckmin cometeu. Ela cometerá. Tomara que não. E vai oscilar. Ela é um pouco mais vulnerável, claro. Porque na medida em que você erra, você aprende. O Lula aprendeu para caramba, não é verdade? Eu aprendi muito. O Serra erra menos porque é protegido pela grande mídia.
Folha - A sua liberdade para criticar o presidente Lula não pode lhe trazer problemas? Ou traz votos?
Ciro Gomes - Criticar o Lula tira voto. E eu não critico o Lula, mas não é porque tira votos. Todo mundo sabe que eu tenho imensa afinidade com ele. Agora, eu tenho mais amor, mais paixão, mais compromisso com o Brasil.
Folha - O sr. foi irônico ao chamá-lo de santo, por exemplo.
Ciro Gomes - Eu não fiz isso. Eu disse que para mim ele não é um santo. Ele é um grande líder político, extraordinário. Sou amigo dele desde 1989. E no governo tivemos uma relação extraordinária. É uma pessoa pela qual tenho imenso carinho, admiração, respeito. E daí?
Folha - Se criticá-lo tira votos, então podemos esperar uma campanha em que todos vão poupar Lula?
Ciro Gomes - O Serra que é o capitão da oposição, especialista em câmbio, adora bajular exportador, não fala nada. As contas externas do Brasil se acabando e quem fala sou eu. O Banco Central guiado pela estupidez do tal PIB potencial e quem fala é o Delfim Neto. Então agora estão nesta disputa ridícula de inauguração, se pode inaugurar maquete, anunciar edital. Pelo amor de deus! Ou eu estou ficando muito cego, ou está na hora de sair da política.
Folha - O país está imerso numa cegueira afetado pela alta popularidade de Lula?
Ciro Gomes - Está numa brutal cegueira, mas não pela popularidade, que é um legítimo prêmio a um governante que tem feito muito bem ao país. O problema é da vulgaridade dos políticos e dos seus dispositivos de mídia.
Folha - A política externa do Brasil está no rumo correto? Pergunto-lhe em função das últimas polêmicas sobre o relacionamento do governo brasileiro com Cuba e Irã.
Ciro Gomes - Estrategicamente o governo brasileiro está muito correto. Somos contra a intervenção em assuntos domésticos, seja de quem for, somos pela solução pacífica dos conflitos, e advogamos uma ordem mundial multipolar. Tudo o que o Lula faz guarda coerência com esses princípios. Nós consideramos que o embargo norte-americano a Cuba --e não é o governo Lula, eu estou falando --é a causa de todos os abusos que hoje ainda temos que assistir em Cuba. O embargo, essa coisa anacrônica, prepotente, e injusta dos americanos, que inacreditavelmente continua com o governo Obama, justifica a atitude defensiva de Cuba. O país está acossado por um inimigo externo iminente, a maior potência do planeta. Eu acho odiento o crime político. Mas, o embargo dá ao governo de Cuba a faculdade de dizer que aquilo não é crime de opinião, mas sabotagem, espionagem, serviço ao inimigo externo. Essa é a questão que tem que ser posta em perspectiva. De qualquer forma, não é o Brasil que vai resolver isso. O Brasil deu asilo ao [Alfredo] Stroessner, no que acho que fez muito bem. Isso tira da moral dessa gente, da direita truculenta, esse papo. Quando foi que a direita brasileira teve qualquer apego aos direitos humanos? Que dia? Em que circunstância internacional ou internacional? Esse papo furado é só para quem não tem memória. E o Irã: deixa os americanos fazerem uma aventura militar no Irã para você ver o que vai acontecer com o planeta. O Irã não é o Iraque. O Brasil não é a favor que o Irã desenvolva artefato nuclear. O Brasil tem uma posição contra armamento nuclear no mundo. Ele não é ingênuo. Queremos que o mundo se desarme.
Por: MALU DELGADO
Enviada especial da Folha de S.Paulo ao Rio
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E-mailO senhor demorou para anunciar que iria ficar ao lado da candidatura de Ricardo Coutinho. Agora as oposições passam por uma indefinição com o indicativo de rompimento do PTB. Essas indefinições em torno da candidatura de Ricardo Coutinho não estão fragilizando a união das oposições?
Quero relembrar que meu silêncio foi de forma efetiva para o fim desse dualismo. Me ausentei para não ficar nesse embate diário. Adotei o “deixa Maranhão trabalhar”. Não concordo com a forma como ele chegou no governo. Depois de um ano calado, volto para que possamos formar essa política de alianças e há tempo para isso, apesar de haver muita ansiedade. Mas a política, como a própria vida, tem seu ritmo próprio.
O senhor consegue todas as noites colocar a cabeça no travesseiro sem se preocupar com a pecha de traidor ao amigo Cícero Lucena que tentam lhe impingir?
Claro. Acho que isso é uma grande piada. Como é que você pode ter a pecha de traidor quando defende publicamente a sua ideia à luz do dia? Antes mesmo de viajar para os Estados Unidos em 2009 e passar um tempo fora, conversei com Cícero sobre meu ponto de vista. Logo após minha volta, conversei com o senador e com o governador José Serra (de São Paulo), Aécio (Neves, de Minas Gerais) e Sérgio Guerra (senador) e expus a minha estratégia de disputar a eleição com a unidade das oposições, e não a divisão. Não consigo me convencer que, saindo duas candidaturas, será mais fácil derrotar o governo do que com uma candidatura única. É difícil isso entrar no meu raciocínio político dentro da conjuntura política do Estado. Como o embate aqui é muito pessoal e atrasado, não dou margem a esse tipo de pecha. Pensar diferente não é trair.
Uma tese que vozes maranhistas andam pregando é a sua inelegibilidade. Até que ponto se sustenta essa tese?
Ela não tem nenhuma sustentação, qualquer fundamento. É mais uma atitude de terrorismo que revela bem a prática dos nossos adversários. Como se não bastasse ter sido declarado nulo mais de um milhão de votos que me escolheram governador, agora eles querem impedir que a população escolha livremente os seus representantes. Que democracia é essa onde quem governa é quem perdeu a eleição? Temos que ter respeito ao voto e ao direito do cidadão. Eles fazem todo esse terrorismo talvez por aquilo que se comenta na Paraíba, de que Maranhão tem influência na Justiça, pelo fato de ser casado com uma desembargadora e, no imaginário popular, isso vale. Ora, Maranhão conseguiu cassar Cássio, é casado com uma desembargadora e deve conseguir influenciar a Justiça... Nós temos desembargadores, juízes, promotores e procuradores que são pessoas honradas, que não se permitiriam cumprir esse papel.
Na última prestação de contas não contava sequer um carro em seu nome. Chama atenção da população que, após a cassação, o senhor passou uma temporada nos Estados Unidos e agora viaja novamente para lá com a família. O senhor tem uma aposentadoria de governador. Está parcelando as passagens?
Esse é um tema importante que irei trazer para a eleição, apresentando claramente meu patrimônio, porque possibilita distinguir quem na política faz patrimônio ilicitamente e quem trabalha com honradez e tem um patrimônio de acordo com a sua renda. Esse é o meu caso e o do meu pai, que foi governador, senador, deputado e prefeito e tem um apartamento em João Pessoa e uma casa em Campina Grande. No meu caso, também tenho um apartamento na capital, uma casa em Lagoa Seca e uma participação com Sílvia de 25% na loja do Habib’s de João Pessoa. O fato de não ter declarado um carro é porque na época utilizava os veículos do Estado. Tenho três filhos que, na época, estavam na fase de fazer vestibular e como é cultura da classe média, presenteei os filhos com um carro. Apesar de, na declaração, não ter carros, na minha casa tinham quatro, no nome de Silvia, Diogo, Pedro e Marcela. Isso causa um espanto. Como causa muito mais espanto os bois de Maranhão, que é muito mais grave, e falta a ele explicar a sua declaração de bens e evolução patrimonial.
Qual o valor da pensão de go-vernador?
Tenho uma pensão de R$ 14 mil como ex-governador. Também constituí escritório de advocacia junto com Jovino Neto, Harrison Targino e Luciano Pires. Graças a Deus, vai bem. Complemento minha renda com o resultado do escritório e do Habib’s que me permite uma renda confortável que, pela primeira vez, me permitiu viajar para os Estados Unidos com minha esposa e meus três filhos e realizar o sonho de ver neve. Posso garantir que tenho meios e condições de bancar a viagem com passagem na classe econômica e dividida em seis vezes como um cidadão comum.
O PTB foi o primeiro partido a se pronunciar publicamente em relação à aliança Cássio e Ricardo, o que gerou muita surpresa no Estado. Hoje o partido, através de Armando Abílio, se coloca com um discurso de rompimento a esse projeto. Houve uma falha de articulação do prefeito Ricardo Coutinho? O PTB se mantém na base indicando o candidato a vice-governador?
Vou tentar resumir sem interferir na economia interna do PTB, que não é o meu partido. Acredito que a participação do PTB nesta coalizão será muito importante e, dentro da sua participação, vejo a indicação de Carlos Dunga com simpatia. Tanto é que apoio a sua indicação para o cargo de vice. A partir daí, tem que haver um esforço de diálogo e de entendimento, que é natural na política.
O senhor vê falhas de interlocução de Ricardo junto às lideranças políticas?
Isso é algo muito subjetivo. O que para mim é suficiente, para outros não é. Não tenho necessidade de falar com fulano ou beltrano todos os dias e todas as horas. Tem pessoas que têm. Isso é absolutamente pessoal. Não encaro essa correlação como algo que seja da vinculação pessoal de amizade com um ou com outro. Não tenho dificuldade de interlocução com nenhuma liderança política do Estado afora os que se recusam a falar comigo. É mais um viés das mudanças que precisamos promover nesse Estado.
Na sua história política o senhor teve como vice Cozete Barbosa, do PT, que chegou a assumir a Prefeitura de Campina Grande. Essa convivência política deixou lições?
Foi um grande aprendizado, sem dúvidas. Foi um momento importante na trajetória de Campina Grande em que pese a aliança não ter dado certo. Fica vivo na minha memória o dia em que Lula foi para Campina para celebrar essa unidade e disse que aliança política é como casamento: pode dar certo ou pode não dar certo. Se der certo, mantém; se não der, separa. Lamentavelmente, a aliança em Campina não deu certo e nos separamos. Acredito que foi um momento importante e afirmo que, no aspecto programático e histórico, o PT e o PSDB possuem muita identificação. E seria melhor para o Brasil se tivéssemos tido capacidade de firmar uma linha de diálogo entre os dois partidos.
Quais as lições que o senhor tira das idas e vindas do Twitter?
Que não se pode postar borboletas e peixinhos...(risos). O Twitter é uma ferramenta importante, porque funciona para mim como um passo adiante sobre uma ferramenta que sempre utilizei, que é a mensagem de texto por celular. O tempo é cada vez mais veloz com as mídias que se apresentam. Havia muito tempo que eu tinha abandonado o e-mail porque lhe prende muito tempo e fica praticamente impossível respondê-los. Você fica refém. Tanto é que as grandes corporações já estão abandonando o e-mail porque as coisas se modernizam. Consigo, através do microblog, manifestar meu pensamento. Quis fazer um pouco da apresentação do Cássio ser humano. Tentei misturar um pouco isso, não deu muito certo. Talvez tenha que refletir um pouco mais em cima dessas questões. Fico feliz em saber que postar uma foto num instrumento virtual provoca polêmica, discussões e debates. Hoje já tenho mais de 3.700 seguidores no Twitter.
O senhor já chegou a cogitar em uma entrevista no Rio de Janeiro abandonar a vida pública. Isso ainda passa por sua cabeça?
Não tem nenhum homem público que não cogite isso em algum momento da sua vida, se não até permanentemente. Todo ser humano tem um conflito permanente de ter um espaço próprio, privado. De colocar o que bem entender no seu Twitter, por exemplo, sem correr o risco de ser mal interpretado.
Fonte: Jornal da Paraíba
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E-mailEm um Paredão com recorde de votos (mais de 77 milhões), a jornalista Angélica foi eliminada do Big Brother Brasil 10 com 55% dos votos do público. Dourado, seu maior rival na casa, terminou com 38% e o maquiador Dicesar com 7% dos votos.
Confira como foi a elmiminação de Angélica
Desde que entrou na casa, Angélica prometeu entrar na disputa com o coração e garante que foi isso que fez. A jornalista diz ter se identificado demais com a empresária Cláudia. Angélica admite que ficaria com ela, apesar de dizer que a paulista não faz seu tipo de mulher.
Se ela fosse gay, ficaria com ela porque não fico com heteros, apesar de gostar mais das morenas e ela ser loirinha"
"Não tive uma atração sexual pela Cacau. Se ela fosse gay, ficaria com ela porque não fico com heteros, apesar de gostar mais das morenas e ela ser loirinha. Ela é linda e nos identificamos muito. Acho que precisamos ter alguém como nosso suporte nesse tipo de situação. Em um determinado momento, ela disse que não tinha amiga na casa e eu também não tinha", explica sobre a aproximação com Cláudia.
Ao contrário do bom relacionamento que mantinha com a empresária, Angélica criou uma disputa pessoal com o professor de educação física Dourado. Apesar das brigas e discussões, ela garante que não teve medo do gaúcho.
"Tenho muitos defeitos, mas eu entrei com o coração e acredito que saí com ele. Não me arrependo de nada do que fiz dentro da casa. Tentei me aproximar das pessoas que pensam igual a mim. Não me corromperia de jeito algum e não mudaria os valores que minha família me ensinou. O prêmio não vale se você tem que pisar nos outros e tem gente assim lá. Não aceito as pessoas duas caras. Você não pode falar uma coisa e fazer outra no dia seguinte. Às vezes, a gente se surpreende com as pessoas e com o Dourado foi assim. Mas em nenhum momento me senti intimidada por ele", garante.
Quis levar as pessoas de quem eu gosto para o Quarto Branco porque o tempo passaria mais rápido e ficaria mais bacana"
Com relação às suas escolhas para o Quarto Branco, Angélica diz que escolheu Sérgio e Cláudia porque ambos eram pessoas próximas a ela dentro da casa. Ela não acreditava que o "confinamento dentro do confinamento" duraria muito tempo.
"Eu pensei com o coração e queria saber quem era o Sérgio no jogo. Quis levar as pessoas de quem eu gosto para o Quarto Branco porque o tempo passaria mais rápido e ficaria mais bacana. Em nenhum momento pensei que um dos dois fosse pedir para sair", explica.
"Faria um ensaio sensual com a Cacau"
Agora que deixou a disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão, a jornalista diz torcer por Eliéser, Cláudia e Dicesar. Ela revela que tem como hobbie escrever contos e que pretende lutar para publicar um livro com suas melhores histórias. Angélica ainda estuda publicar uma autobiografia. Com relação a posar nua e com o relacionamento que deixou fora da casa, a mineira diz que está com a cabeça aberta.
"Já passou pela minha cabeça posar nua. Até conversava com as meninas sobre isso dentro da casa. Eu não só posaria, como faria um ensaio sensual com a Cacau. Sobre minha namorada, depois de tudo o que aconteceu no jogo, não sei se ela ainda continua o namoro, mas eu a amo e acho que ela está me esprando em Uberlândia", acredita.
Fonte: Globo.com
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E-mailAcabou o mistério! O vereador Lutero Nunes (PMDB), participou do Programa Catolé News no Rádio, edição desta sexta-feira (22), e confirmou o que tanto se falou durante a semana, ou seja, a sua intenção de disputar a presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Catolé do Rocha. Entretanto Lutero, foi ponderado e sensato em suas declarações. Disse que é candidato, mas ressaltou que a chapa é formada por quatro nomes, e um desses nomes certamente será o seu [Lutero]. Em suas afirmações com tom de ecletismo, o vereador peemedebista afirmou que vai conversar e manter uma série de diálogos com todos os demais vereadores de sua base, e também abrir um leque de negociações com o bloco da situação, em busca de apoio que os levem a uma vitória. Lutero Nunes, sempre ponderado, não descartou também a possibilidade da formação de uma chapa eclética.
CATOLÉ NEWS - você é Candidato a presidência da Câmara Municipal?
LUTERO - Quero fazer parte da chapa que vai disputar as próximas eleições. Vou lutar para o meu nome constar na relação dos quatro indicados que irão disputar as eleições da Mesa Diretora, dentro da minha base partidária. Quanto ao cargo, isso ainda não posso afirmar, mas desde já me coloco a disposição do bloco, e estou aberto ao diálogo.
CN - Qual a avaliação que você faz sobre sua participação nas eleições passadas para a escolha da mesa diretora?
LUTERO - Sempre fui um político de consenso, estive também aberto as negociações, e busquei assiduamente representar a vontade da maioria. Votei em muitos candidatos que presidiram a Casa de Clécio Barreto, inclusive no atual presidente, Gentil Lira Barreto (PSDB), agora chegou a vez de pedir o seu voto.
CN - Como você destacaria a sua atuação parlamentar?
Na medida do possível, busquei atender o anseio popular, representar dignamente todas as camadas da sociedade, principalmente dos mais carentes. Sou um parlamentar assíduo aos deveres de um representante do povo, e pelo povo luto insistentemente.
CN - Como é o seu relacionamento com o prefeito Edvaldo Caetano?
LUTERO - Também mantenho um bom relacionamento com poder executivo, aprovando seus projetos, e sendo parceiro em que fui solicitado, mas apesar de ser da base de oposição ao prefeito, reservo a Edvaldo Caetano, um profundo respeito e alimento uma profunda amizade recíproca, embora que na hora de reivindicar e cobrar, também chego junto.
CN - Qual a sua espectativa em relação a visita do Governador José Maranhão, nesta sexta-feira (220, à Catolé do Rocha?
LUTERO - Chegou à hora da onça beber água! A visita do nosso governador vai trazer uma esperança de dias melhores. José Maranhão virá assinar a Ordem de serviços da PB 353, assim como o Comodato para a reconstrução da Maternidade Silva Mariz, e outros convênios, mas vai também receber várias outras solicitações de pleitos para a nossa região, que tanto esperou e precisa por demais de ações que tragam benefícios para a nossa gente.
CN - Quais os requerimentos de destaque que você enviou ao Governo do Estado para beneficar o município de Catolé do Rocha?
Requerimento N. 485/2009 (15.05.2009) – Incluir no Orçamento do Estado, recursos para a pavimentação da estrada que liga o município de Catolé do Rocha até a divisa com o município de João Dias (RN);
Justificativa: A referida estrada, pela ação do próprio uso e das precipitações pluviométricas, se encontra em precárias condições de uso, atribuindo-se a isso vários acidentes envolvendo veículos pessoas, animais e cargas, trazendo grandes prejuízos a população e até mesmo ao desenvolvimento da região.
Requerimento – Nº 551/2009 (14.08.2009)– No sentido de fazer a reforma do Ginásio da Escola Estadual Obdúlia Dantas;
Requerimento 570/2009 (25.09.2009)– Solicitando o recapeamento asfáltico da estrada que liga Catolé do Rocha ao Campus IV da UEPB (Cajueiro);
Requerimento 582/2009 (02.10.2009) – Solicitando o recapeamento do Campo de Aviação deste município;
CN - Qual o seu pensamento em relação ao atual momento político local?
LUTERO - Defendo a união de todos os poderes para trabalhar pelo bem comum de nosso povo, e em defesa desse ideal estou sempre pronto para lutar pelas soluções dos problemas que tanto aflige os mais necessitados e prejudica o desenvolvimento de nossa terra.
Catolé do Rocha, em 22 de Janeiro de 2010.
Por: Humberto Vital/Catolé News
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