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Entrevista da Semana

10 de Abril de 2010 Humberto Vital
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Sérgio Soares diz que reformulação da equipe foi a chave para o crescimento e crê em jogos abertos na luta por vaga nas finais do Paulista

O técnico Sérgio Soares caminha tranquilamente pelos corredores da TV Globo, em São Paulo. Aos 43 anos, ele esbanja sorrisos e simpatia, expressões que sumiram no fim do ano passado, com a queda do Santo André para a Série B do Brasileiro. E que foram recuperadas depois da reformulação da equipe para o Campeonato Paulista.

Segundo colocado na fase de classificação do Estadual, o treinador diz que se contentar em estar entre os quatro melhores do torneio, depois de ajudar a despachar Palmeiras e Corinthians das decisões, é pouco para a sua equipe. Apostando em um time jovem, veloz, e "sem o peso do rebaixamento", como gosta de frisar, Soares quer ver o Ramalhão sendo badalado pela imprensa e conquistando os holofotes. 

GE - O que mudou do Santo André rebaixado no Brasileiro passado para o time que está nas semifinais do Paulista deste ano?

Sérgio Soares - Entendemos que havia a necessidade de uma reformulação e de tornar o time mais jovem, mas com qualidade. Trouxemos novos atletas e conseguimos colocar nosso plano em prática, que era ter uma equipe jovem e veloz, mas com poder de marcação. Mudamos os 22 jogadores e tiramos o peso do descenso do ano passado. Não tinha como manter aquela equipe para este ano porque vencer ia virar uma obrigação. Colocamos na cabeça dos jogadores que eles tinham de acreditar. Hoje tenho um time como gosto.

GE - O que te faz acreditar que o Santo André pode chegar à final e ser campeão?

Nosso time tem qualidade para jogar de igual com os grandes. Provamos isso nas partidas contra Palmeiras (3 a 1) e até mesmo na derrota para o Santos (2 a 1). Isso faz você acreditar que pode ir longe.

GE - A semifinal agora é pouco para você e o Santo André?

Acho que sim. Agora que chegamos, temos o direito de sonhar. Isso aconteceu em 2004, quando o Santo André chegou na final da Copa do Brasil e levou o título sobre o Flamengo. Só nós e a nossa família acreditávamos que seria possível.

GE - Você sente falta da badalação que a semifinal entre Santos e São Paulo tem e quenão há para o seu jogo com o Grêmio Prudente?

Eles têm uma badalação diferente por disputarem um clássico. O nosso jogo com o Grêmio Prudente é entre equipes menores, mas que foram bem na competição. Mas vamos fazer de tudo para entrarmos nesta festa e todos serão obrigados a nos badalar também. Nós despachamos grandes como Corinthians e Palmeiras. Se o Santo André passar, todos terão de falar de nós.

GE - Como você acha que serão essas semifinais?

Acredito que serão jogos abertos. O Santos é um time muito ofensivo e o são Paulo virou também, depois que o Ricardo Gomes fez algumas mudanças e o time ganhou em velocidade. Eu também tenho um time leve e veloz. O Grêmio Prudente vem embalado pelos últimos resultados (são seis vitórias consecutivas). Serão jogos de grandes emoções.

GE - Você e Toninho Cecílio (técnico do Grêmio Prudente) foram companheiros de clube em Jundiaí. Ainda mantêm a amizade?

Até hoje brinco com ele por ter me machucado em um jogo nosso contra o Mirassol, no Paulista de 1999. A bola foi alçada na nossa área e eu fui tentar tirar, mas o Toninho acabou me acertando em um carrinho (risos). Ele fica doido com isso. O Toninho é um grande treinador e evoluiu com o Grêmio Prudente nesta fase final do campeonato.

Fonte: Globoesporte.com



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