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E-mailO Flamengo deixou a tensão interna fora do gramado, fez 2 a 0 sobre o Real Potosí, da Bolívia e garantiu lugar na fase de grupos da Libertadores. Agora o time integra o Grupo 2 da competição, juntamente com Emelec (Equador), Lanús (Argentina) e Olimpia (Paraguai). A estreia será no próximo dia 15, segundo a Conmebol, contra o Lanús, fora.
O time entrou em campo pressionado pela possibilidade de ser eliminado ainda na fase preliminar da Libertadores por um time boliviano.
Além disso, uma crise financeira assombra o clube, que deve seis meses de salários a Ronaldinho, luvas a Alex Silva e ainda viu o centroavante Deivid cobrar, na Justiça, R$ 6 milhões.
O técnico Vanderlei Luxemburgo também estava na berlinda por causa do futebol apresentado pela equipe, considerado abaixo do que o grupo tem a oferecer.
Nesse clima de instabilidade que o Flamengo encarou o Real Potosí, precisando vencer para avançar à fase de grupos do torneio continental. Mas o time deixou os problemas fora das quatro linhas. Contando com um Ronaldinho aceso e disposto, o Flamengo pressionou os bolivianos desde o início. E com 10min, já tinha tido duas grandes oportunidades, com Deivid --que chegou atrasado-- e com o próprio Gaúcho, que cabeceou para fora cruzamento de Léo Moura.
O time descobriu o mapa para chegar ao gol, através das bolas enfiadas para Léo Moura, nas costas do lateral esquerdo Rivero.
Com muitas dificuldades para penetrar a defesa boliviana, o Flamengo começou a arriscar de fora da área. Renato Abreu, duas vezes, assustou o goleiro Lapczyk.
Na sequência, quase um golaço, quando Deivid brigou pela bola e rolou para Ronaldinho, que acionou Luiz Antônio na área. O garoto tocou para Bottinelli, que com uma finta de corpo, tirou a marcação e chutou, mas a bola, caprichosamente, foi para fora.
Tanta pressão só poderia resultar no gol. Mas ele veio de uma forma inusitada. Léo Moura, acostumado a ir até a linha de fundo e servir os atacantes, foi quem aproveitou cruzamento de Ronaldinho Gaúcho e, de cabeça, marcou aos 40min.
Na saída para o intervalo, o lateral direito afirmou que nem se lembrava da última vez que marcou um gol de cabeça.
O segundo tempo viu um Flamengo moroso. E o Real Potosí trocou jogadores e passou a pressionar o rubro-negro carioca.
Os donos da casa pareciam acomodados em campo. E o time afrouxou a marcação, sobretudo no meio de campo. Muito diferente da primeira etapa, o Flamengo nem ameaçava.
E o time boliviano teve uma ótima chance para empatar, mas Brittes, livre, cabeceou para fora.
Para se ter uma ideia da diferença de postura do Flamengo de um tempo para o outro, na primeira metade da partida, a equipe chutou 11 vezes contra a meta boliviana. No segundo, só três arremates.
Vendo que seu time precisava de uma chacoalhada, Luxemburgo trocou Bottinelli, Renato Abreu e Deivid por Muralha, Camacho e Negueba, respectivamente. Mas o time só voltou a ter o domínio da partida após a expulsão de Centurión.
No último lance da partida, Léo Moura retribuiu o presente para Ronaldinho Gaúcho, que dominou na área, meteu a bola no meio das pernas de Jimenez e sacramentou a classificação para a fase de grupos da Libertadores.
| Felipe Dana/Associated Press | ||
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| O técnico Vanderlei Luxemburgo gesticula durante o jogo contra o Real Potosí |
DA FOLHA ONLINE
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