Estado de saúde de Fabiano Gomes se agrava no PB1

A defesa do radialista Fabiano Gomes deu entrada, esta semana, no pedido de prisão domiciliar para que o comunicador possa aguardar o julgamento do processo em sua residência. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (13), durante entrevista coletiva realizada na sede da Associação Paraibana de Imprensa (API), em João Pessoa.

Fabiano está preso desde o dia 22 de agosto na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1), em João Pessoa, em decorrência das investigações da Operação Xeque-Mate, que apura desvios de dinheiro público e fraudes na administração do Município de Cabedelo, Região Metropolitana da Capital.

De acordo com o advogado Gustavo Botto, além do pedido de prisão domiciliar, existem dois habeas corpus tramitando no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele disse aguardar o deferimento do pedido pela Justiça, uma vez que a prisão não tem motivo que a justifique. “Não há motivos para que ele permaneça preso. Fabiano tem, desde o início, se colocado à disposição da Justiça e do Ministério Público, não oferece risco à população, além de ter sua condição de saúde bastante agravada com toda essa situação a que está submetido”, observou.

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Gustavo Botto disse que Fabiano encontra-se em uma cela individual para resguardar sua integridade física e só está recebendo visita de familiares e dos advogados que fazem sua defesa.

De acordo com Botto, o estado de saúde de Fabiano é preocupante e inspira cuidados. Ele revelou que os médicos já atestaram a necessidade de o radialista internar-se para se submeter a um tratamento. “Ele tem diabetes e depressão, que estão se agravando devido a essa situação. Nesse período em que está preso, Fabiano já precisou ser atendido cinco vezes pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após passar mal, por isso entendemos que ele deve ter o pedido de prisão domiciliar acatado pela Justiça”, afirmou.

Advogado nega tentativa de suicídio

Gustavo Botto negou boatos que estariam circulando sobre uma possível tentativa de suicídio pelo radialista. Botto lembrou que Fabiano é diabético e possui um quadro depressivo, que inclusive está se agravando após sua prisão, mas rechaçou qualquer possibilidade neste sentido.

Delação premiada

Gustavo Botto também descartou, neste momento, a possibilidade de Fabiano acertar um acordo de delação premiada com a Justiça. Segundo ele, isso não foi discutido pela defesa com o seu cliente.

Botto ressaltou ainda que o depoimento prestado por Fabiano Gomes ao Ministério Público se deu de forma voluntária por iniciativa do próprio comunicador.

Entenda o caso

Deflagrada em abril deste ano, a Operação Xeque-Mate foi motivada, segundo a Polícia Federal, por uma denúncia de que o prefeito Leto Viana teria forçado vereadores a assinarem cartas-renúncia. Caso algum deles votassem contra as intenções da gestão, o documento seria protocolado. Por se arriscarem a assinar as cartas, os vereadores recebiam dinheiro e outros benefícios. Entre as decisões da Câmara alinhadas à vontade do prefeito, estaria o veto à construção de um shopping center na cidade.

Outra negociação investigada aponta que o ex-prefeito de Cabedelo, Luceninha, teria recebido R$ 5 milhões para renunciar ao mandato. As investigações dizem que foi esse esquema que contou com a participação de Fabiano Gomes. Conforme divulgado pela PF, o radialista teria sido uma das pessoas responsáveis por repassar quantias financeiras ao ex-gestor. Na época, Fabiano Gomes disse em nota à impressa que estava “colaborando com as investigações e à disposição dos órgãos competentes”.

Além dessas “trocas de favores” entre empresários, Prefeitura e vereadores, a Operação Xeque-Mate apura que ao menos R$ 30 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos de Cabedelo, a partir do loteamento de cargos fantasmas, doações de terrenos com avaliações fraudadas e utilização de laranjas para ocultação patrimonial.

Gestores presos e afastados

A primeira fase da Operação Xeque-Mate aconteceu no dia 3 de abril, após a Justiça decretar o afastamento cautelar do cargo de 85 servidores públicos. O prefeito, Leto Viana; o presidente da Câmara Municipal, Lúcio José; e os vereadores Jacqueline Monteiro (esposa de Leto), Tércio Dornelas, Júnior Datele e Antônio do Vale foram presos. Apesar de não ter sido detido, o vice de Leto Viana, Flávio de Oliveira, também foi afastado da gestão.

Em abril, a PF ainda prendeu uma prima de Leto, Leila Viana, que atuava na Secretaria de Finanças do Município; Inaldo Figueiredo, da comissão que analisava imóveis que poderiam ser comprados pela prefeitura; Marcos Antônio Silva dos Santos; Gleuryston Vasconcelos Bezerra Filho; e Adeildo Bezerra Duarte.

A Polícia Federal informou que investigações comprovaram a participação das principais autoridades públicas do município em esquema que teria os ajudado a conquistar patrimônios muito acima do condizente com suas rendas. “Somente na aquisição de imóveis nos últimos cinco anos, verificou-se que um agente político envolvido no esquema movimentou mais de R$ 10 milhões à margem do sistema financeiro oficial”, divulgou a PF.

Também foram detectados funcionários fantasmas da prefeitura e da Câmara Municipal que recebiam salários de até R$ 20 mil e entregavam a maior parte para as autoridades locais, ficando de fato com valores residuais. As investigações ainda constataram doações fraudulentas de imóveis do patrimônio público municipal, bem localizados e de alto valor, para empresários locais sem que houvesse critérios objetivos para a escolha do beneficiado.

Portal Correio

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