Secretários de segurança se reúnem e reclamam da falta de ação dos bancos na proteção das agências

Os secretários de Segurança de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte se reuniram na manhã desta terça-feira em João Pessoa para discutir ações em conjunto para combater as quadrilhas de ladrões de bancos que aterrorizam a região. Segundo o secretário paraibano Cláudio Lima, várias estratégias em conjunto já estão sendo desenvolvidas pelos estados, mas ainda falta uma ação efetiva dos bancos no sentido de ampliar a segurança das agências.

"O que mais preocupa é que os estados estão sós. Os bancos não cumprem o mínimo que deveriam na questão da segurança. Nós sabemos que existe tecnologia, hoje, para que as notas fiquem inutilizadas no caso de uma explosão. Sabemos que existe tecnologia para guardar os caixas eletrônicos em um tipo de fosso de elevador depois das oito da noite, mas os bancos não quererm as soluções", reclamou o secretário.

Para coibir a ação das quadrilhas, a ação coletiva e a inteligência integrada deverão ser o caminho. Algumas ações que já são aplicadas especificamente em cada estado deverão ser estudadas para que passem a ser adotadas de forma regional.

"Estamos em busca de uma maior integração com os estados. As divisas com Pernambuco e Rio Grande do Norte receberão a operação Divisa Segura. Vamos falar também com o Ceará, que deverá integrar as ações junto conosco", afirmou.

Para o secretário de segurança de Pernambuco, Antonio de Pádua, o uso da inteligência é o caminho para conseguir acabar com a ação das quadrilhas que aterrorizam as cidades do interior no Nordeste.

"A inteligência é uma ferramenta que precisamos que seja usada de forma integrada. Quanto mais integração, mais força teremos para encarar esses bandidos que destroem bancos, carros fortes, não só na Paraíba, mas em todo o Brasil. Então, para combater este mal, os estados estão ocupando este espaço para realizar ações efetivas", disse.

No Rio Grande do Norte, a reclamação do secretário é a falta de efetivo. Para conseguir mudar o cenário a favor da segurança pública foi criada a Operação Madrugada Segura que tem contribuído para reduzir o número de ocorrências deste tipo. "Temos controlado melhor as agências que estavam sendo explodidas. O sentimento de terrorismo na população já está mais sob controle. Estamos aqui para apoiar as ações e colaborar no que for necessário, mas falta efetivo. No Rio Grande do Norte desde 2012 não temos concurso público nas forças policiais", concluiu o secretário do estado, coronel Ulisses.

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