Paraíba notifica cinco casos suspeitos de varíola dos macacos, diz o infectologista Fernando Chagas

A Paraíba já possui cinco pacientes sob suspeita de varíola dos macacos. A informação foi confirmada pelo diretor do Hospital Clementino Fraga, o infectologista Fernando Chagas, nesta segunda-feira (1). A unidade é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas.

De acordo com o diretor, em três dos casos, material foi coletado para a realização de teste a fim de confirmar se o quadro de fato é de varíola dos macacos. Esses pacientes apresentaram lesões na pele e histórico de contato de risco.

"Nós já estamos com cinco casos suspeitos, dentre os quais, três já foram até coletados os exames específicos que são os de maior possibilidade por terem, além das lesões, toda uma história de contato de risco. Estamos aguardando", disse.

Fernando relatou que esses paciente estão em isolamento doméstico, sem necessidade de hospitalização. As pessoas que tiverem contato com eles nas últimas semanas também estão sob vigilância.

"Os pacientes foram orientados a ficarem em isolamento. Estão todos em casa, não há nenhum caso de internação. São pacientes que estão sendo acompanhados pela Vigilância Sanitária Municipal. Há o acompanhamento também com os casos contactantes, ou seja, com todos os que tiveram contato pelo menos nas últimas duas ou três semanas com esses pacientes", explicou.

O médico infectologista destacou que o conjunto de ações de vigilância são de grande importância para combater a circulação do agente infeccioso no estado.

"Assim que tivermos um resultado desses exames a gente vai trazer à população. A doença tem avançado em todo o Brasil. A ideia é, através dessas ações de vigilância, de ações de orientações e também de ações de isolamento a gente pode evitar que a doença, de fato, entre no estado e se espalhe", finalizou.

Segundo Chagas, o risco de transmissão aumenta quanto mais próxima ou íntima é a relação. Como por exemplo, contato direto com lesões de pele, crostas (casquinhas) e fluidos corporais, contato sexual ou íntimo (nesse caso, camisinha não previne a transmissão), beijos, abraços prolongados, compartilhar bebidas, talheres e utensílios, cama talheres e itens de higiene.

Renata Nóbrega, Secretária de Estado da Saúde, afirmou que a Secretaria se antecipou e já preparou o seu plano de ação para administrar ações de prevenção e controle dos possíveis casos que apareçam.

“A Paraíba já está com o seu plano de ação referente a organização da varíola dos macacos, a monkeypox. Já estamos com a rede organizada para, mediante casos suspeitos, já se tenha toda uma organização da assistência para que se faça a coleta do material e também esse material vai para a referência, no Rio de Janeiro, para que se faça a avaliação", disse.

Renata destacou medidas de prevenção, como uso de máscaras e lavagem das mãos.

Oficialmente, a Secretaria de Estado da Saúde possui um caso suspeito da doença em investigação com as amostras enviadas à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Os demais casos prováveis precisam ainda da realização da notificação oficial das unidades de referência que atendem os pacientes, com preenchimento de protocolos específicos da doença e informação dos pacientes.

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