Secretaria de Saúde da Paraíba confirma primeiro caso de varíola dos macacos e outros seis em investigação

Foi confirmado, na tarde desta quinta-feira (4), o primeiro caso de monkeypox, conhecida como a varíola dos macacos, em território paraibano. A informação é do infectologista Fernando Chagas, diretor do hospital Clementino Fraga, referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas no estado. Com isso, a Paraíba segue com um caso confirmado e outros seis em investigação.

"Seguimos com seis casos em investigação. A paciente confirmada está em isolamento domiciliar, em João Pessoa. Segue em ótimo estado geral e o monitoramento está sendo feito com os contactantes também. A vigilância municipal de João Pessoa e a estadual estão de parabéns pelos excelentes trabalhos junto à população", disse o diretor.

A jovem que teve diagnóstico confirmado tem 22 anos e fez viagem recente ao Rio Grande do Norte. Outros dois casos suspeitos foram descartados para monkeypox. Outros seis estão em investigação, sendo cinco em João Pessoa e um em Sousa, no Sertão do estado.

Sobre os casos suspeitos, Fernando relatou que os pacientes estão em isolamento doméstico, sem necessidade de hospitalização. As pessoas que tiverem contato com eles nas últimas semanas também estão sob vigilância.

"Os pacientes foram orientados a ficarem em isolamento. Estão todos em casa, não há nenhum caso de internação. São pacientes que estão sendo acompanhados pela Vigilância Sanitária Municipal. Há o acompanhamento também com os casos contactantes, ou seja, com todos os que tiveram contato pelo menos nas últimas duas ou três semanas com esses pacientes", explicou.

O médico infectologista destacou que o conjunto de ações de vigilância são de grande importância para combater a circulação do agente infeccioso no estado.

"A doença tem avançado em todo o Brasil. A ideia é que através dessas ações de vigilância, ações de orientações e também ações de isolamento, a gente possa evitar que a doença, de fato, se espalhe no estado", finalizou.

Segundo Chagas, o risco de transmissão aumenta quanto mais próxima ou íntima é a relação. Alguns exemplos são: contato direto com lesões de pele, crostas (casquinhas) e fluidos corporais, contato sexual ou íntimo (nesse caso, camisinha não previne a transmissão), beijos, abraços prolongados, compartilhar bebidas, talheres e utensílios, cama talheres e itens de higiene.

Renata Nóbrega, Secretária de Estado da Saúde, afirmou que a Secretaria afirmou que a Paraíba já preparou o seu plano de ação para administrar ações de prevenção e controle dos casos.

“A Paraíba já está com o seu plano de ação referente à organização da varíola dos macacos, a monkeypox. Já estamos com a rede organizada para acolher os casos confirmados e monitorar os casos suspeitos. Já se tenha toda uma organização da assistência para que se faça a coleta do material e também esse material vá para a referência, no Rio de Janeiro, para que se faça a avaliação", disse.

Renata destacou medidas de prevenção, como uso de máscaras e lavagem das mãos.

Oficialmente, a Secretaria de Estado da Saúde possui um caso suspeito da doença em investigação com as amostras enviadas à Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Os demais casos prováveis precisam ainda da realização da notificação oficial das unidades de referência que atendem os pacientes, com preenchimento de protocolos específicos da doença e informação dos pacientes.

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