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19 de Março de 2017 Humberto Vital - 262 pessoas já leram.


Prefiro mil vezes um cara como o Bolsonaro do que um farsante como o Dória

"Prefiro mil vezes, discordando de tudo como eu discordo do Bolsonaro, um cara como ele do que um farsante como o Dória. Se apresentar como \'não político\' tendo sido chefe da Embratur no governo Sarney e tendo enriquecido bastante fortemente com dinheiro público dos governos do PSDB. Você tem obrigação de informar os seus leitores com isso. Isso é grave", afirmou o ex-ministro, em entrevista após convenção nacional do PDT.

Ciro disse sentir "vergonha" de ter Dória como prefeito de São Paulo.

"A gente, numa eleição majoritária, vale pelo que é e pelo que nega. Então, se você acha possível fazer um cara como o Dória presidente do Brasil, vote nele. Agora eu, francamente, tenho vergonha. Vergonha de um camarada como esse ser prefeito de São Paulo", afirmou o ex-ministro, que foi eleito primeiro vice-presidente nacional do PDT neste sábado.

"Eu, por exemplo, sei o que está sendo feito em Fortaleza em matéria de escola, de qualificação da gestão da saúde, em matéria de políticas públicas gerais para a comunidade. E em São Paulo é só factoide, só papo furado. Um camarada daqueles no Ceará jamais seria eleito a coisa nenhuma. Porque lá a gente chama isso de palhaçada", disse o pedetista, chamando a imprensa de "descuidada" por não informar os leitores sobre Dória. Procurado via assessoria, Dória ainda não comentou as declarações de Ciro.

Ciro Gomes na convenção nacional do PDT (Foto: Reprodução/YouTube)

CIRO GOMES NA CONVENÇÃO NACIONAL DO PDT (FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE) 

O nome do prefeito de São Paulo passou a ser cogitado para ser o candidato do PSDB à Presidência em 2018 após pesquisas revelarem boa avaliação da sua gestão. Além disso, há entre os tucanos uma avaliação de que, com o avanço da Operação Lava Jato sobre outros pré-candidatos tucanos ao Palácio do Planalto, como o senador Aécio Neves (MG), Dória seria o nome do partido com mais chances de ser eleito presidente da República.

Temer

Na entrevista, Ciro também disparou contra o presidente Michel Temer (PMDB), a quem chamou de "canalha".

"Esse governo está propondo tudo contra o povo. E eles querem isso aí. Por quê? Porque está no meio da Lava Jato. Esse é um governo de canalhas, isso afirmo categoricamente, chefiado por um canalha, um governo de canalha, de ladrões, de marginais que conheço a mil anos", afirmou o ex-ministro. Para o pedetista, o governo Temer não tem legitimidade para tratar de nenhuma reforma estrutural no país.

Na convenção deste sábado, o PDT decidiu fechar questão contra as reformas da previdência e trabalhista. Ciro disse ser favorável a sistema eleitoral de lista fechada e financiamento público de campanha, mas afirmou ser contra fazer essas mudanças neste momento, em meio à Operação Lava Jato.

"Eles querem agora fazer uma anistia ao caixa 2, inclusive com um magistrado da mais alta corte do País elaborando tese sobre isso, em linha com que políticos estão falando, os políticos que estão inquinados. O que é isso? O País está vivendo uma anarquia completa", afirmou, referindo-se ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

Na última quarta-feira (15), o ministro se reuniu no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar da reforma política. No mesmo dia, Gilmar ofereceu um jantar em comemoração ao aniversário do senador José Serra (PSDB-SP), um dos tucanos citados na Jato.

Para Ciro, o jantar é uma "aberração".

ÉPOCA



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