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Vaquejada & Repentista

PMCG promove ‘Cantoria no São João’ a partir dessa sexta-feira

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19 de Agosto de 2010 Humberto Vital
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Aos 49, bicampeão de Barretos (SP) volta a montar touro no rodeio deste ano

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5 de Junho de 2009 Humberto Vital
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CANTORIA NO SÃO JOÃO - Repentistas e declamadores da Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí farão parte, a partir de amanhã, da Programação do Maior São João do Mundo 2009.

As apresentações farão parte do projeto Cantoria no São João e acontecerão em Campina Grande na Vila da Imprensa, sempre às sextas-feiras, sábados e domingos.

Haverá cantorias também aos sábados (20 e 27) no distrito de São José da Mata e domingos (7, 14, 21 e 28) no distrito de Galante. Os repentistas e declamadores apresentarão diversas modalidades da cantoria, abordando temas diversos, como política, futebol e, claro, São João.
 
Na Vila da Imprensa, no Parque do Povo, a cantoria começará nessa sexta-feira (5), com os repentistas Chico de Assis e Severino Feitosa. No sábado (6), os repentistas serão Louro Branco e Miro Teixeira. No domingo (7), a cantoria ficará por conta dos Raimundo Borges e Raulino Silva. Os repentistas Raimundo Borges e Raulino Silva também se apresentarão no domingo (7), em Galante.
 
O Cantoria no São João foi idealizado pelo gerente do Centro Cultural, Iponax Vila Nova, com apoio da Prefeitura de Campina Grande, que disponibiliza toda infraestrutura para a apresentação dos artistas. O objetivo é destacar ainda mais a cultura nordestina no Maior São João do Mundo, principal evento da cidade.
 
“Nesse período do ano reunimos em Campina Grande turistas de todo País que têm a oportunidade de conhecer toda riqueza cultura do Nordeste. Nesse projeto específico reunimos repentistas de declamadores de cinco estados do Nordeste”, disse o prefeito de Campina Grande Veneziano Vital do Rêgo. O projeto será mantido até 28 de junho, data de encerramento dos festejos juninos.
 
Na próxima semana se apresentarão na sexta-feira, 12, na Vila da Imprensa, os repentistas Ivanildo Vila Nova e Sebastião da Silva, além do declamador Iponax Vila Nova. No sábado, 13, será a vez dos repentistas Edvaldo Zuzu e Daniel Olímpio. No domingo, 14, a cantoria terá as presenças de Edmilson Ferreira e Antônio Lisboa. Em Galante o domingo será animado pelo repente de Edvaldo Zuzu e Daniel Olímpio.
 
Na sexta-feira (19), sábado (20) e domingo (21) se apresentarão, respectivamente, as seguintes duplas de repentistas: Raimundo Caetano e Rogério Meneses; Edezel Pereira e Diomedes Mariano; Raulino Silva e Erasmo Ferreira. Os repentistas Edezel Pereira e Diomedes Mariano também se apresentarão nos distritos de São José da Mata (sábado, 20) e Galante (domingo, 21).
 
A programação do Cantoria no São João prossegue na Vila da Imprensa nos dias 26, 27 e 28, último final de semana do Maior São João do Mundo, com a apresentação dos repentistas Edvando Nogueira e Acrísio de França, além do declamador Iponax Vila Nova (sexta-feira, 26); Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano (sábado, 27) e nos festejos de encerramento do Maior São João a dupla que se apresentará será Edmilson Ferreira e Antônio Lisboa (domingo, 28). A dupla de repentistas Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano e o declamador Iponax Vila Nova se apresentarão ainda no sábado (27) em São José da Mata e no domingo (28) em Galante.







2 de Abril de 2009 Humberto Vital
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PORCINO PARK CENTER - Um dos eventos mais esperados pelo público mossoroense irá começar. Desde o início do ano, muitas pessoas se preparam para a tradicional vaquejada do Porcino Park Center. O evento promete atender a todos os anseios do público e animar o final de semana.

A expectativa da organização é que mais de 30 mil pessoas passem pelo parque de vaquejada durante os três dias do evento. A vaquejada do Porcino Park Center reunirá prêmios, festas, segurança, diversão, comodidade e muita gente bonita, tudo em um só lugar.

Para os amantes do esporte, a programação do evento inicia hoje com o circuito Associação Norte-rio-grandense de Quarto de Milha (ANQM). O concurso reunirá mais de 1.200 vaqueiros de todo o país, divididos entre amadores e profissionais na disputa por uma premiação superior a R$ 130 mil.

O Porcino Park Center abrirá suas portas durante todo o dia para quem quiser conferir a habilidade dos vaqueiros em derrubar o boi. Conforme a organização, a premiação de alto nível e os bois de primeira qualidade são os principais fatores que atraem o público para a vaquejada que já é tradicional em Mossoró.  

É o que diz o vaqueiro Válter Henrique, de Fortaleza (CE), que corre há 17 anos em vaquejadas por todo o Brasil e, pelo quinto ano consecutivo, ele concorrerá na vaquejada do Porcino Park Center. Para o vaqueiro, correr nas terras mossoroenses é um privilégio.

"Viajo todo final de semana correndo em vaquejadas pelo país inteiro. E posso afirmar que a vaquejada do Porcino Park Center é uma das melhores vaquejadas do Brasil. Tanto na questão dos prêmios, quanto no profissionalismo e na organização. O circuito não deixa nada a desejar", elogia o vaqueiro.

Mas, a vaquejada do Porcino Park Center é bem mais que um concurso de derrubar bois. Para quem gosta de um "arrasta-pé" até o dia amanhecer, poderá conferir as melhores bandas do Brasil no palco do Berrante Casa Show. As atrações começarão amanhã e seguirão até o próximo domingo. Os portões da casa de shows serão abertos por volta das 22h.

Na primeira noite, a "melhor vaquejada do Brasil" terá as atrações das bandas Aviões do Forró, Balanço de Menina, Forrozão Zabumbaço e Solteirões do Forró. No sábado, a festa fica por conta de Forró do Muído, Forró do Bom, Forró dos Plays e Garota Safada. E, no domingo, a animação continuará com as bandas Forró na Mídia, Furacão do Forró e Toca do Vale.

A festa contará com uma equipe de segurança reforçada e estrutura de camarotes e bares. As senhas são vendidas antecipadamente na Porcino Celular até sábado ao meio-dia. Contudo, os ingressos também poderão ser adquiridos na bilheteria do parque.

O diretor administrativo da FM 93,7 Alvanilson Carlos, um dos parceiros do evento, enfatiza que a expectativa é que neste ano a vaquejada supere o sucesso dos anos anteriores. "Todas as pessoas estão convidadas a fazer parte desse evento que já faz parte do calendário festivo da cidade", diz.

A vaquejada é uma parceria exclusiva do Porcino Parque Center com a Rede Resistência de Comunicação (Jornal O Mossoroense e FM 93).







13 de Março de 2009 Humberto Vital
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CAMPINA GRANDE - O registro de vaqueiros para a 15ª edição da Vaquejada do Parque Haras Ivandro Cunha Lima começou nesta quinta-feira, dia 11 de março, e já contabiliza 500 inscrições. Como o número máximo de participantes precisa ser 1500, a organização acredita que ainda hoje as inscrições possam ser encerradas.

Em 2008, mais de 1200 senhas foram vendidas. Cada senha corresponde à inscrição de dois vaqueiros: o Pista (que é o responsável diretamente pela derrubada do boi) e o Esteira (que auxilia na corrida atrás do animal dentro da pista).

Esse ano, a premiação total oferecida pelo parque supera os 150 mil reais. A disputa está divida em três categorias: Profissional, Intermediário e Amador. Na categoria Profissional, o 1° Lugar ganhará sozinho a quantia 20 mil reais; do 2° até o 15° colocados dividirão o prêmio de R$ 45.700,00. Na categoria Intermediário, o campeão leva sozinho pra casa um cheque de 6 mil reais; do 2° até o 20° colocados, a premiação de 29 mil reais. Já a categoria Amador oferece para o primeiro colocado a quantia de 6 mil reais e do 2° até o 30° dividirão a quantia 26.500,00.

As senhas que serão vendidas a partir de amanhã, tem os seguintes preços: Categoria Profissional: R$ 700,00 (1ª senha) e R$ 600,00 (2ª senha); pra quem perder as duas rodadas anteriores ainda pode concorrer na “teimosinha”, comprando a senha por R$ 600,00. Na Categoria Intermediária: R$ 350,00 (1ª senha) e R$ 350,00 (2ª senha); e no Amador a 1ª senha custa R$ 350,00 e a 2ª senha R$ 250,00.

As competições já começaram na manhã desta quinta-feira, dia12. Em 2009, a 15ª Vaquejada do Parque haras Ivandro Cunha Lima integra três Circuitos de Vaquejada. O 1° Circuito PBQM, o Circuito Paraibano de Vaquejadas e o Circuito FEVAP de vaquejadas.

O 1° Circuito PBQM, é promovido pela Associação Paraibana de Criadores de cavalos Quarto de Milha. Serão quatro etapas e ao todo está sendo oferecida a premiação total de 30 mil reais. Podem participar vaqueiros profissionais e amadores, desde que estejam filiados a PBQM e que possuam com toda a documentação do animal regularizada. A disputa classifica também os cavalos no ranking nacional da Associação Brasileira de Criadores de cavalos Quarto de Milha, a ABQM.

Já o Circuito Paraibano de Vaquejadas, foi organizado pelos três maiores parques do estado e terá três etapas: 1ª no Parque Haras Ivandro Cunha Lima (Campina Grande-PB); 2ª no Parque Maria da Luz (Campina Grande-PB) e Parque Cowboy (João Pessoa - PB). No total serão oferecidos mais de 500 mil reais em prêmios.

O Circuito FEVAP (Federação dos Vaqueiros Amadores da Paraíba) terá sua primeira na vaquejada do Parque Haras do Ivandro Cunha Lima e acontecerá até o final do ano, com mais cinco etapas: Parque São José (Macaíba/RN); Parque Afrísio e Silva (Santo Antônio do Salto da Onça/RN); Parque ET (Guarabira/PB); Parque Maria da Luz (Campina Grande/PB) e Parque Cowboy (João Pessoa/PB). O circuito FEVAP oferece mais de 200 mil reais em prêmios e só na vaquejada do Ivandro Cunha Lima serão mais 30 mil reais colocados da disputa.

Para acompanhar as disputas, as pessoas não pagam absolutamente nada. O acesso para as arquibancadas da pista de vaquejada é gratuito.

Tropa de Elite

Além da premiação de 150 mil reais, o Parque Haras Ivandro Cunha Lima inovou mais uma vez e criou a disputa Tropa de Elite.  Esse ano, a Tropa de Elite foi dividida em duas categorias: Profissional e Amador. Os profissionais disputarão a premiação extra de 02 motos 0km e entre os amadores, o campeão ganha sozinho uma moto 0km.
As senhas começam a ser vendidas também a partir de amanhã.  Na Tropa de Elite Profissional a inscrição custa R$ 600,00 e para a categoria Amador, a senha custa R$ 400,00.  Nas duas disputas, apenas 40 inscrições serão feitas para cada categoria.







12 de Março de 2009 Humberto Vital
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ABOIOS - Em sua quarta edição, o Festival de Aboio de São José dos Ramos, na Zona da Mata Paraibana, já está consolidado no calendário oficial de eventos do estado. A festa reúne em sua quarta edição vaqueiros, aboiadores, cantadores populares, grupos folclóricos e faz uma verdadeira homenagem ao interior nordestino e sua rica cultura. O evento tem o apoio do Sebrae, Fundo Augusto dos Anjos e do Governo da Paraíba, e acontece nos dias 13,14 e 15 deste mês na Praça Noé Rodrigues de Lima. O Festival que ocorre na Paraíba é o único que homenageia os vaqueiros em todo o Brasil.

Além dos aboios, que é a parte mais interessante da festa, onde os vaqueiros disputam no gogó quem faz o mais belo, o festival em sua programação tem competição de montaria, corrida e desfile de jegue, cavalgada, missa do vaqueiro e, é claro, muito forró pé-de-serra para animar os participantes. O evento ainda conta com homenagens ao repentista Manoel Xudu e ao poeta popular Zé de Brito, além de um festival que envolverá a nova geração de vaqueiros, tomando conta do evento as crianças e adolescentes.

Idealizado pela pesquisadora Laura Maurício, doutora em oralidade e escritura, o Festival do Aboio é antes de qualquer coisa uma louvação à tradição do aboio extremamente respeitada pelos homens do sertão. “O sentido dessa realização é mostrar as pessoas que uma parte de nossa cultura que está em extinção. O vaqueiro não tem mais os campos, o mundo da tecnologia e a nova configuração do mundo alteraram muito o ambiente de trabalho, mas o canto, o aboio, tem valor imenso para a cultura do nosso país e do Nordeste”, defende a estudiosa. Segundo Laura, mesmo com as tradições quase extintas por completo, alguns vaqueiros, principalmente de São José dos Ramos, continuam montados em seus cavalos e seguindo os costumes.

A pesquisadora também revelou que através do Fundo Algusto dos Anjos desenvolverá um CD com canções e aboios onde cerca de 10 vaqueiros irão participar. O curioso são as canções entoadas por uma vaqueira, Lila, única que se tem notícia no estado, e por dois vaqueiros mirins que se destacam na criação dos versos.

Toada dolente- O aboio típico no Nordeste do Brasil é um canto sem palavras, entoado pelos vaqueiros quando conduzem o gado para os currais ou no trabalho de guiar a boiada para a pastagem. É um canto ou toada um tanto dolente, uma melodia lenta, bem adaptada ao andar vagaroso dos animais, finalizado sempre por uma frase de incitamento à boiada  “ei boi! boi surubim!, ei lá, boizinho!”. Esteja atrás (no coice) ou adiante da boiada (na guia) o vaqueiro sugestiona o gado que segue tranquilo, ouvindo o canto.

Existe também o aboio cantado ou aboio em versos que são poemas de temas agropastoris, de origem moura e que chegou ao Brasil, possivelmente, através dos escravos mouros da ilha da Madeira, em Portugal, país onde existe esse tipo de aboio.







11 de Março de 2009 Humberto Vital
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NEOCORDEL - O velho dilema entre tradição e modernidade incute agora na manifestação das mais genuínas do cancioneiro nordestino: o cordel. O livreto pendurado em barbantes, tradicionalmente comercializado em feiras e cantado por violeiros recebe nova roupagem, agora chamada Neocordel. São publicações de mesmo tamanho (10,5cm por 15cm), mas com temáticas, produção gráfica e formato poético diferentes. Mais pobres se levada em conta a carência da métrica ou da estampa das xilogravuras nas capas - também uma tradição artesanal dos cordeis publicados nos últimos 50 anos. No entanto, os neocordeis apresentam layout modernoso, diálogo mais didático, sem as amarras formais da literatura de cordel e tem recebido mais aceitação, sobretudo em escolas e instituições públicas.

O autor do neocordel é o cearamirinense João Batista Campos, 63. O então contador hoje dedica seu dia à produção e divulgação de novos folhetos. Já pretende patentear a ideia, segundo ele, pioneira. São mais de 63 mil neocordeis vendidos em três anos. Os números impressionam. Sobretudo quando estão contabilizados 12 mil livretos comprados pela secretaria estadual de Educação para servirem como objeto auxiliar de alfabetização em núcleos educativos da rede pública de ensino. É que é praticamente inócua a participação do poder público no incentivo à produção de cordeis. Poetas populares tradicionais encontram barreiras culturais quase intransponíveis para vender seus produtos. Quem vive hoje exclusivamente do cordel passa sérias dificuldades financeiras.

O pioneirismo do neocordel parte principalmente da iniciativa de João Batista em abrir portas para a aceitação do produto. Quando enveredou pela produção de cordeis ou neocordeis, em 2005, João Batista afirma ter realizado ampla pesquisa de temáticas abordadas em várias capitais nordestinas e também de pontos de venda e conhecimento do público. ‘‘Verifiquei assuntos ultrapassados como a saga de Lampião, Padin Ciço, a briga do vaqueiro com a cobra, a figura do corno, e também o desconhecimento do aluno ou do adulto a respeito do cordel. Resolvi então criar o neocordel, como forma de incentivar o hábito da literatura’’. João Batista reconhece a falta da regra metrificada do cordel - embora os neocordeis respeitem a rima das sextilhas e setilhas - ou da possibilidade da cantoria do violeiro com os neocordeis. ‘‘São poesias afeitas à conversa, ao diálogo; é um modo mais fácil de penetração nas escolas. São temáticas educativas, instrutivas, paradidáticas, que abordam questões sociais, ambientais, sátiras e os valores nordestinos’’.

Com estas abordagens inseridas em 98 neocordeis já escritos, João Batista conseguiu abertura em livrarias até então fechadas à produção de cordeis. O neocordelista - autor do livro de poemas líricos Versos à mulher amada (2000) - também visita escolas e é convidado a proferir palestras a respeito da produção literária e das temáticas abordadas. Segundo ele, em pesquisa realizada em 2005, descobriu que 68% dos alunos desconheciam o cordel. ‘‘O neocordel é um neologismo de características revolucionárias. Não submeto meu intelecto à camisa de força imposta pela métrica. Tudo evoluiu, menos o cordel. Há 40 anos o homem chegou à Lua e o cordel é escrito da mesma maneira há 100 anos. A internet mudou a forma de escrita e de informação e o cordel está no tempo do telégrafo’’. E completa: ‘‘Minha poesia não é feita para cantar porque os cantadores também foram superados, já não cantam mais versos de cordeis em feiras. Mas temos ótimos poetas populares, como Antônio Francisco, Zé Saldanha, que ainda não teve o reconhecimento merecido’’.

Cordelistas do RN defendem tradição

A poesia popular da literatura de cordel foi originalmente oral até ganhar os folhetos rústicos ou outra qualidade de papel, como o jornal. Por isso, os versos de cordel são escritos amparados na métrica e na rima, de forma a possibilitar a leitura cantada do poema. As rimas do chamado neocordel eliminam a métrica - uma das regras mais habituais e alicerçadas do cordel - e, por consequência, a possibilidade de cantoria. ‘‘A magia do cordel é a cantoria. Se não for assim é apenas um livro do tamanho do cordel com amontoado de palavras’’, definiu o presidente da União dos Cordelistas do RN e poeta popular responsável pela da Casa do Cordel, Abaeté.

O cordelista explica a tradição mantida deste a época de Camões, criador das estrofes, hoje marca da literatura de cordel. ‘‘São 36 regras empregadas no cordel. Quem não sabe escrever com a métrica se aproveita da difusão da cultura do cordel para vender esses livros que não são cordeis. Se você perguntar a 100 cordelistas, 101 vão dizer a mesma coisa’’. Abaeté defende também as temáticas usuais nos folhetos de cordel. ‘‘Os de Lampião são os que mais vendem. Também trabalhamos com o humor. Não escrevemos ficção. Os cordeis são frutos de trabalho de pesquisa, de assuntos também atuais. Não escrevemos qualquer coisa que vem à cabeça. Agora, cada cordelista tem sua veia poética. Sou do sertão e 80% da minha obra fala dos costumes sertanejos’’.

Abaeté tem décadas de atividade como cordelista. Seu acervo é de 500 cordeis. Ele preside a Unicodern, hoje com 50 membros. A sede está situada na própria Casa do Cordel (à Rua Vigário Bartolomeu, Cidade Alta) é um pequeno corredor preenchido com milhares de cordeis. É o único local da cidade destinado a este tipo de literatura. Autores variados, como Concriz, Antônio Francisco, Bob Motta, Crispiniano Neto, Izaías Gomes, Manoel Azevedo, Cefas Carvalho e outros ganham espaço na Casa. São centenas de títulos, além de vasta literatura a respeito do cangaço.







27 de Fevereiro de 2009 Humberto Vital
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VICTOR E LÉO EM CAMPINA - A casa de show do parque Ivandro Cunha Lima está sendo ampliada para a apresentação da dupla Victor e Léo durante a 15ª edição da maior vaquejada do parque que acontece de 12 a 15 de março.

Depois de confirmado show da dupla Victor e Léo, foi necessário ampliar e melhorar toda a estrutura física do local. A casa de shows do Parque teve sua capacidade ampliada e agora tem condições de abrigar 20 mil pessoas em uma ambiente agradável e confortável.

Um super camarote com capacidade para 3 mil pessoas também será montado, garantindo assim, uma área vip para aquelas pessoas que queiram ficar mais perto das atrações.

Sem dúvida alguma, a apresentação de Victor e Léo está sendo aguardada com muita ansiedade pelos fãs da dupla espalhados por todo o nordeste do país. A coordenação do evento tem recebido diariamente ligações telefônicas de fãs que já estão organizando caravanas nos estados como Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte com destino a Campina Grande, no próximo dia 15 de março.

Vale lembrar que toda essa ansiedade tem uma explicação: essa será a primeira vez que Victor e Léo farão um show no estado da Paraíba. Por isso, toda a estrutura logística para que o evento aconteça mais uma vez com muito profissionalismo, também está sendo organizada: estacionamentos, bares, bilheterias e sanitários estão sendo recebendo melhorias na estrutura e todo esquema de segurança do local já está sendo planejado.







27 de Fevereiro de 2009 Humberto Vital
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PARQUE IVANDRO CUNHA LIMA - Está confirmado, de 12 a 15 de março, Campina Grande sediará mais uma vez a maior festa da derrubada do boi do país. É a 15ª edição da Vaquejada do Parque Haras Ivandro Cunha Lima, que esse ano, apresenta muitas novidades para os amantes do esporte.

Considerado o maior evento particular sediado no estado da Paraíba, esse ano serão oferecidos mais de R$ 150 mil em prêmios.

A grande “festa do boi” será aberta no dia 12 e terá em sua programação vários eventos paralelos que prometem movimentar mais uma vez o mundo do agronegócio na região da Borborema.

Já na quinta-feira, começam as disputas pelos prêmios com as competições na pista de vaquejadas nas categorias: Amador, Intermediário e Profissional. Outra novidade é que em 2009, a competição do Parque Ivandro Cunha Lima servirá como abertura dos dois maiores circuitos de vaquejada da Paraíba: o I Circuito PBQM de vaquejadas e o Circuito Paraibano de Vaquejada. Juntas, essas competições reunirão os maiores e melhores vaqueiros da região.

Além das disputas e dos eventos paralelos, a melhor casa de shows da cidade Rainha da Borborema está sendo ampliada para receber grandes atrações. No sábado, dia 14, a festa fica por conta de Saia Rodada, Arreio de Ouro, Garota Safada, Forrozão 100% Paraíba e a Rainha do Forró, Eliane.

Já no domingo, dia 15, o Parque Ivandro Cunha Lima receberá o show da dupla de maior sucesso no Brasil, Victor e Léo, que pela primeira vez estará se apresentando na Paraíba. E para completar a noitada, ainda acontecerão os shows de Capilé, Bichinha Arrumada, Forró na Tora e Estourados do Forró.

Outras informações poderão ser obtidas através do site oficial do evento, o www.parqueivandrocunhalima.com.br ou através do telefone, (83) 3339-8860.



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