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Humberto Vital

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PREÇO DO FEIJÃO MACASSA DISPARA

Preço do feijão macassa dispara e já é vendido até por R$ 8,00 em Catolé do Rocha

 

A estiagem que está assolando o semiárido nordestino já começa causar preocupação a toda população sertaneja. Os reservatórios estão perdendo seus volumes rapidamente com o aumento da temperatura, o que ocasiona uma evaporação mais rápida do precioso líquido.

 

Outro fator preocupante é a pastagem, que está secando rapidamente, e em algumas regiões já começam a ficar escassa para matar a fome dos animais.

 

Se não bastassem todos esses problemas, outros fatores estão atrelados à questão da estiagem.

 

Com a irregularidade da estação chuvosa, a lavoura está praticamente comprometida, e se não tem safra, começa faltar grãos nos estabelecimentos comerciais. Tudo isso remete ao velho efeito dominó causado pela seca, ou seja, se diminui a demanda, aumenta o consumo, e uma coisa vai puxando outra, e no final resulta no aumento dos preços daqueles alimentos que precisam ser trazidos de regiões mais longínquas.

 

Uma preocupação eminente é o aumento repentino no preço do feijão macassa, principal alimento dos sertanejos. Na região de Catolé do Rocha os comerciantes já estão vendendo o quilo deste feijão por R$ 8,00 em média, o que gera um aumento de quase 200% em relação aos praticados no começo deste ano. Já o feijão mulatinho está sendo comercializado ao preço de R$ 5,00.

 

E para completar o problema, a região de Irecê, no sertão baiano, grande produtor de feijão mulatinho e outros vários tipos deste grão, está vivendo atualmente, uma de suas maiores estiagem dos últimos tempos.

 

E os comerciantes alertam para o agravamento da situação, afinal está ficando difícil encontrar feijão macassa para comprar, e isso com certeza empurrar o preço para cima.

 

Plagiando uma velha frase do sertanejo: “além de queda, coice!”

 

Conheça a geneologia do feijão macassa

 


 

Em cada região brasileira o feijão-caupi é conhecido por um nome diferente: feijão-macássar ou macassa, feijão-de-corda (na região Nordeste), feijão-da-colônia, feijão-da-praia ou feijão-de-estrada (região Norte), feijão-miúdo na região Sul; feijão-catador e feijão-gurutuba em algumas regiões da Bahia e norte de Minas Gerais, e feijão-fradinho nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro.


   
Mas a espécie é a mesma Vigna unguiculata (L.) Walp, ou simplesmente feijão-caupi, o grãozinho originário da África e produzido no País desde o século XVI, e que hoje vem conquistando uma importância econômica significativa tanto para pequenos como por  médios e grandes produtores.

 

 

Por Humberto Vital - Portal Catolé News

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