Família de garimpeiros ilegais se associa a índios e quadrilhas para explorar ouro na Amazônia

A situação de violência de garimpeiros ilegais contra indígenas se repete, neste momento, em outras reservas pelo país. O Fantástico teve acesso exclusivo a uma investigação que mostra como uma família se associou a índios garimpeiros e quadrilhas armadas para a exploração de ouro em áreas intactas da Amazônia.

A área onde estão 145 aldeias espalhadas na margem do Rio Tapajós, no Sudoeste do Pará, está sob tensão constante. As terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, e a Floresta Nacional do Crepori são vizinhas. Mais de 30 mil quilômetros quadrados de mata, mananciais de água e lugares sagrados protegidos por lei.

Debaixo deste pedaço da Amazônia, a apenas 30 metros de profundidade, está boa parte de uma das maiores reservas de ouro do mundo, a Província Aurífera do Tapajós.

"Se trata de um grupo familiar, eles ficam entre o Novo Progresso, Itaituba e Jacareacanga, que é o município mais próximo da terra indígena”, diz Paulo Teixeira, delegado da PF.

Dono de uma fazenda em Itaituba, o grupo é conhecido como 'Boi na Brasa' - nome vem do primeiro negócio que a família tinha no Mato Grosso, uma churrascaria que não existe mais.

Ao todo, são duas gerações da Família Oliveira dedicadas ao garimpo ilegal. São 12 pessoas investigadas e todos são parentes. Segundo a Polícia Federal, o grupo 'Boi na Brasa' alicia índios mundurukus para ter acesso às áreas onde pode existir ouro.

“Eles faziam justamente esse trabalho de cooptar indígenas oferecendo um percentual dessa exploração do ouro”, explica o delegado.

Fantástico / Rede Globo

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