11 DE MAIO DE 2024! Há 30 anos morria minha Santa Mãezinha. Dona Rita foi morar no Reino da Glória

11 de maio de 1994, um dia triste, indelével para nossa família. Naquele dia, poucos minutos depois das 11h00, faleceu minha mãe, Rita Maria de Melo, Dona Rita, como era mais conhecida.

 

Era uma quarta-feira, o dia havia amanhecido nublado, em Catolé do Rocha, no curso de suas obrigações matinal, minha mãe estava enxaguando uma rede na lavanderia de sua casa, localizada à Rua Cândida Bela, bairro Tabajara, quando passou mal, e foi socorrida pelo meu pai, Benedito Vital.

 

Levada às pressas para a então Maternidade Silva Mariz, foi atendida pelo médico Dr. Iran Campos, que nada mais pode fazer, constatando que Dona Rita tinha vindo a óbito há alguns minutos, vítima de um infarto fulminante. Teria morrido nos braços do meu pai.

 

Naquele exato momento eu estava a caminho da cidade de Cajazeiras, na companhia do colega Ricardo Brilhante e do meu primo Gervásio Praxedes, para a transmissão de uma partida de futebol no estádio Perpetão, entre o Atlético-PB X o Botafogo-PB válida pelo Campeonato Paraibano daquele ano.

 

Numa parada improvisada no hospital Santa Terezinha, onde Ricardo ia resolver um negócio com o saudoso médico Dr. Chico Coreia, Gervásio ligou para sua esposa, a qual repassou a triste notícia da morte de minha mãe. Ao ser notificado do ocorrido, o mundo desabou para mim, mas, no entanto, abortamos a viagem a Cajazeiras, e imediatamente retornamos a Catolé do Rocha.

 

Rita Maria de Melo nasceu na casa grande da Bela Flor, zona rural de Brejo do Cruz, sertão da Paraíba, em 08 de setembro de 1933 (dia de Nossa Senhora dos Remédios), filha do casal Pedro Alves Praxedes e Severina Maria da Conceição. Casou-se aos 14 anos, em 27 de setembro de 1947, com Benedito Vital de Melo, nascido no sítio Barraca, na mesma comunidade, ou seja, zona rural de Brejo do Cruz.

 

Minha mãe teve 11 filhos, sendo oito homens (João, Titico, Dedo, José, Pedro, Humberto, Vital e Michelson), e três mulheres (Onésia, Dita e Fanca). Meus pais residiam na Bela Flor, até 20 de janeiro de 1970, quando se mudaram para o sítio Cajueiro, zona rural leste de Catolé do Rocha, para morar numa casa da propriedade de Amiel de Melo, ao lado da Escola Agrotécnica. Em 23 de novembro de 1977, meus pais se mudaram para a zona urbana de Catolé do Rocha.

 

Inicialmente de profissão agricultora, ajudando meu pai na lida do roçado durante o dia, e fazendo trança de palha de carnaúba para fazer chapéus no período da noite, após a morte do pai, Pedro Praxedes, que morreu aos 84 anos, em 01 de julho de 1960, minha mãe preste a completar 27 anos de idade, e 13 de casamento, já com seis filhos, comprou uma máquina de costura da marca Singer, e deu início a profissão de costureira, trabalho ao qual seguiu até conseguir nos ides de 1989, logo após sair sua merecida aposentadoria.

 

Minha mãe (Dona Rita) teve e criou 11 filhos, e viveu na companhia do seu esposo, meu pai, Benedito Vital, por exatos 46 anos, 7 meses, e 14 dias, até sua morte, em 11 de maio de 1994. Nos seus 60 anos, 8 meses e três dias de sua vida, foi uma mulher de fibra, do trabalho, de sua casa, e nos deixou um grande legado. Apesar das dificuldades financeiras e das adversidades que a vida lhe ofereceu, nunca reclamou de nada, e sempre estava lá, no trabalho árduo do dia a dia, aos momentos inesquecíveis ao lado de sua prole, com aquele sorriso puro e verdadeiro, que as marcas do tempo não vão apagar da memória daqueles que com ela conviveram ou mesmo que a tenha conhecido.

 

Até um dia mamãe DONA RITA...

 

Humberto Vital de Melo (11 de maio de 2024)

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