Catolé News

Catolé do Rocha

Imprimir    E-mail

Referência educacional no sertão, Colégio Francisca Mendes faz 74 anos de existência

Por Maria Cleide Soares de Sousa

 

COLÉGIO NORMAL FRANCISCA MENDES: CAMINHOS DA ESCOLA NORMAL EM CATOLÉ DO ROCHA/PB  1939 a 1959

 

Quando do IX Seminário Nacional de Estudos e Pesquisas "Histórias, Sociedade e Educação no Brasil" - Universidade Federal da Paraíba – João Pessoa – 31/07 a 03/08/2012 – Anais Eletrônicos – ISBN 978-85-7745-551-5 

 

A ideia de criação do Colégio Francisca Mendes foi bastante original. Em 1936, Antonio Mendes Ribeiro, filho de Catolé do Rocha e empresário razoavelmente bem sucedido na capital do estado, numa das visitas a sua terra natal, consultou o padre Joaquim Assis – conhecido como padre Assis, então vigário da cidade – como poderia perpetuar o nome de sua genitora.

 

Diante de um quadro educacional em que não existia formação para as mulheres, a Cidade de Catolé do Rocha estava desejosa de um educandário feminino. Assim, a construção de um educandário para mulheres para formar normalistas que se encarregariam não só da educação desse município, mas de uma grande quantidade de municípios vizinho seria perpetuar a memória da senhora Dona Francisca Henriques Mendes, que nasceu em Catolé do Rocha em 07 de setembro de 1847 e faleceu na cidade da Parahyba do Norte, em 26 de janeiro de 1926.

 

Inicialmente, o educandário era chamado de Collégio Dona Francisca Henriques Mendes, por exigência do benemérito Coronel Antônio Mendes Ribeiro. A cláusula com a exigência encontra‐se na certidão de escritura em que,segundo Dutra (2009, p. 28 e 29), lê‐se: “[...] a) – o edifício ora doado será destinado a nele funcionar um colégio, cujo nome é D. Francisca Henriques Mendes, não poderá ser alterado, como também o seu domínio não poderá ser transferido a terceiros pela donatária [...]”.

 

Assim, em agosto de 1937, foi lançada a pedra fundamental, pelo Coronel Antônio Mendes Ribeiro, para que se pudesse dar início ao projeto de construção do educandário, com o objetivo de deixar gravado, na memória da historia educacional da cidade, do estado e, como não dizer, nacionalmente, o nome daquela a quem devotava tão grande amor filial.

 

A história da Escola Normal de Catolé do Rocha traz em seu bojo o significado do avanço na área educacional, pois permitiu mais desenvolvimento na implementação da instrução pública, com ênfase para a instrução primária, na medida em que o Curso Normal Livre preparava professoras que podiam ser contratadas para atuar nas escolas das áreas rural e urbana, em cidades circunvizinhas e em outros estados. 

 

O Colégio Normal Francisca Mendes teve a marca do pioneirismo na profissionalização feminina para o exercício do magistério primário, desde o final da terceira década do Século XX, simbolizando espaço de convergência cultural da sociedade catoleense.

 

Para o poder público, um empreendimento dessa envergadura em meados da década de 30, quando o quadro educacional do país se encontrava em grande atraso, em especial, o quadro educacional do estado da Paraíba e, consequentemente, o quadro educacional do município de Catolé do Rocha, encontrar um capitalista com disponibilidade para investir era motivo de grande entusiasmo.

 

O Jornal “A União”, datado de 22 de setembro de 1937, na parte dedicada à “Vida Municipal”, traz a notícia dos festejos e das solenidades da festa da padroeira da cidade de CR, Nossa Senhora dos Remédios, em que relata sobre a presença de visitantes ilustres, como o Coronel Mendes Ribeiro, com sua esposa:

 

[...] A visita do Sr. Mendes Ribeiro teve por principal objectivo assentar as bases da construção de um Collegio oferecido a essa cidade por esse illustre e benemérito cavalheiro. Catolé do Rocha guardará sempre em sua memória [...].

 

A construção do Colégio Normal Francisca Mendes teve início no ano de 1937 e foi entregue pronto para funcionamento em 1939. Nessa criação, evidenciamos a representação do amor filial de um abnegado filho, o então Coronel Antônio Mendes Ribeiro, homem de grandes posses, um renomado capitalista.

 

Coronel Mendes Ribeiro era muito inteligente e trabalhador. Com uma grande visão comercial enveredou no ramo imobiliário. Construiu muitas casas residenciais e prédios comerciais. As casas da Rua Duque de Caxias, no centro da capital, quase todas eram suas.

 

Essas palavras colocam em evidência os elementos básicos e fundamentais do capitalista, Coronel Antônio Mendes Ribeiro, homem de ampla visão política, social, cultural e de alto poder econômico, que mantinha contato com os altos escalões da sociedade paraibana. Buscando identificar e divulgar o alcance de seu projeto de criação de um colégio no município de Catolé do Rocha, ele consultou autoridades políticas, eclesiásticas, mestres no ofício de ensinar, amigos e familiares e lhes pediu um parecer acerca do assunto.

 

Esses pareceres e impressões, datados entre os anos de 1937 e 1938, foram escritos manualmente e estão documentadas em uma coletânea de textos intitulada “Impressões sobre o projeto do Collegio D.ª Francisca Henriques Mendes”, que relatam as motivações políticas, emocionais e sociais que respaldaram a criação desse educandário na referida cidade. Abaixo está transcrito o parecer do então interventor Federal do Estado da Paraíba, Dr. Argemiro de Figueiredo, que escreveu de próprio punho:

 

A construção do edifício onde irá funcionar o Collegio Dona Francisca Henrique Mendes será para a geração presente e para as do futuro o testemunho eloquente de três nobres exemplos: O filho‐ perpetuando a memória sagrada de sua genitora. O capitalista desprendido contribuindo para o bem publico. O patriota‐ de larga visão servindo ao Estado e ao Brasil com a formação de um centro educativo, da mais forte atualidade para os interesses nacionais.

 

Em seu parecer, o Dr. Argemiro de Figueiredo destaca o exemplo de filho abnegado com sua atitude de querer perpetuar a memória de sua “sagrada mãe”, enfatizando seu amor filial. Tal amor recebeu atenção e ênfase por parte dos demais que foram consultados para emitir parecer.

 

Destaca o exemplo de capitalista, pois realizar um investimento particular, numa construção do porte do então, ‘Collegio D. Francisca Henriques Mendes’, era, sem dúvida, uma atitude para receber total apoio e empenho das autoridades políticas paraibanas e catoleenses. Vale destacar que foi o Interventor Federal, Dr. Argemiro de Figueiredo, responsável pela criação do Decreto de nº 1. 042, de 13 de maio de 1938, em cujo artigo 17 estabelece: “poderão ser reconhecidas pelo estado outras escolas que vierem a se fundar, determinando o poder público o tipo ao seguir para gosar dos favores de que trata o artigo 13”. Assim, pode‐se compreender bem mais a ênfase dada em seu parecer para a iniciativa do Coronel Antônio Mendes Ribeiro.

 

Ainda tomando como base o parecer do então Interventor Federal, ficam evidentes o seu posicionamento favorável à construção do educandário e a ênfase dada ao “patriota”, quando Correia (2010, p.22) destaca:

 

Nos albores da ditadura Vargas (1937), [...], Argemiro adotou a estratégia de Estado centralizado de base conservadora, restituindo prestígio aos coronéis, encarnando a contra‐revolução à revolução de 1930. Acompanhando a centralização política‐  administrativa federal, manteve presença em todos os municípios,[...].

 

Como não poderia deixar de constar a autoridade política catoleense, o então prefeito daquele município, eleito em 1936, o Sr. Nathanael Maia Filho, conhecido como Dr. Ioiô, que governou a cidade de Catolé do Rocha até o ano de 1940, quando consultado acerca da construção do Colégio Normal Francisca Mendes, enfatiza em seu parecer:

 

O Município que tenho a honra de administrar vai receber do casal Antonio Mendes Ribeiro o maior melhoramento que poderia aspirar, a construção de um grande educandário aonde as gerações presentes e futuras receberão a educação intelectual e moral de que tanta precisa a nossa querida Pátria (IMPRESSÕES..., 1937‐1938,s.p.).

 

Medidas para agilizar a aquisição do terreno para construir o educandário foram necessárias, como apoio político e administrativo do então prefeito. Segundo Pinheiro (2002, p.3), [...] a correlação de forças políticas varia no tempo e no espaço e depende do grupo hegemônico, que termina por controlar boa parte da estrutura de poder, a qual, por um lado, interfere na organização do Estado e, por outro, também organiza e regula a sociedade.

 

O papel da Igreja Católica é destacado no parecer da autoridade eclesial local, o então Padre Joaquim de Assis Ferreira – Vigário e incentivador da construção da referida instituição escolar, ao declarar, em1938:

 

O Colegio “D. Francisca Henriques Mendes” dádiva preciosa do Coronel Antonio Mendes Ribeiro á Diocese de Cajazeiras e á cidade de Catolé do Rocha, berço de sua genitora que dá nome ao Educandário, representa para o Sertão da Paraíba uma esmola de luz que se não esquece e por ela uma geração presente e uma serie de gerações futuras beijam‐lhe a mão de bem feitor. [...] (IMPRESSÕES..., 1937‐1938, s.p.).

 

Esse padre enfatiza que o colégio é “uma esmola de luz” que trará conhecimentos para a geração presente e a futura e que proporcionará agradecimentos ao benfeitor. A ligação religiosa do Coronel Antônio Mendes Ribeiro com a Igreja Católica era acentuada, uma vez que ele era um homem católico. Tal ligação foi evidenciada quando, depois da construção do Colégio Normal Francisca Mendes, o coronel o doou à Mitra Diocesana de Cajazeiras. A esse respeito, Sendra (2007, p.166) registrou:

 

Esse foi doado à Mitra Diocesana em 29 de maio de 1943, pelo Coronel Antonio Mendes e sua esposa. E em 14 de julho de 1961, a Mitra de Cajazeiras  ‐ PB, através de D. Zacarias Rolim de Moura, fez a doação desse Patrimônio à Sociedade Franciscana Nossa Senhora Mediadora das Graças, enquanto as irmãs se fizerem presença atuante no Colégio, isto é, em forma de comodato.

 

Na coletânea de textos “Impressões sobre o projeto do Collegio”, já mencionada neste trabalho, entre os pareceres dados sobre a construção do colégio na cidade de Catolé do Rocha, considera‐se importante ressaltar o da professora Tercia Bonavides, em1938, que assevera:

 

O espírito esclarecido do Cel. Mendes Ribeiro tem uma sublime inspiração: fundar um colégio para a geração da juventude. Ideia ‐ força gerada ao contato com as realidades mais objetivas da vida, ela toca as fibras do coração pela irradiação de benefícios incalculáveis de plagas longínquas. Para sua realização, escolheu Catolé do Rocha onde nasceu e viveu sua estremecida mãe. [...] (IMPRESSÕES..., 1937‐1938,s. p.).

 

Conforme pode ser observado, a professora destacou o amor filial e os benefícios expressivos que a construção de um educandário iria proporcionar à juventude da cidade de Catolé do Rocha, a possibilidade de tirá‐los da ignorância e conduzi‐los para os conhecimentos científicos e outras artes dos saberes que lhes seriam provavelmente apresentados em outros espaços fora daquele educandário. Ainda elucidando as colocações dela, pode‐se reportar a Monarcha (1999, p.82), quando destaca: “confunde‐se civilização com domínio da leitura e da escrita. A sociedade aparece dividida: os que leem e os incultos. Nessa perspectiva, a escola é imaginada como um braço místico, que orienta um ataque contra as camadas inferiores da sociedade”.

 

Também merece destaque o parecer do professor José Batista de Melo, ex‐diretor do Ensino Primário da Paraíba, que, com sua experiência acumulada de educador, esteve à frente da administração dessa instituição. Ele enfatiza que a iniciativa particular do Coronel Antônio Mendes Ribeiro de criar o Colégio Normal Francisca Mendes iria proporcionar instrução para o povo de Catolé do Rocha, conforme expressado em seu discurso em1938:

 

A existência de um colégio no sertão é sempre motivo de satisfação para um povo que sabe o valor da Instrução naquela zona sofredora e fértil. O Coronel Antonio Mendes Ribeiro não esperou que esse grande melhoramento no município de Catolé do Rocha, berço de sua genitora, partisse do Poder Público; quis que fosse iniciativa sua.[...](IMPRESSÕES..., 1937‐1938,s. p.).

 

Vale salientar que o colégio não foi criado para atender à pobreza, que é destacada por José Batista de Melo em seu parecer, mas para atender à camada da sociedade que tinha condições financeiras de pagar mensalidades em regime de internato e/ou externato.

 

Diante de pareceres de pessoas ilustres e que sabiam a importância que um empreendimento dessa envergadura daria à cidade de Catolé do Rocha, o Colégio Normal Francisca Mendes foi erguido. Esse gesto pioneiro do Coronel Mendes Ribeiro abriu as veredas para o saber, viabilizando a formação de professoras primárias.

 

Assim, as aulas tiveram início no dia 11 de abril de 1939, provisoriamente, nas instalações de uma casa grande, residencial de esquina, localizada na Avenida Venâncio Neiva, vizinha à Coletoria Estadual.

 

A casa em que, inicialmente, funcionou a Escola Normal pertencia a Francisco Sérgio Maia.

 

Tal imóvel ficava na mesma avenida onde o Colégio Normal Francisca Mendes foi construído e próximo da antiga prefeitura municipal, do Grupo Escolar Antônio Gomes e nas proximidades onde hoje se localiza a Praça Sérgio Maia. Desse modo, “a escola, como produto de cada tempo, caminha na cidade em busca de seu lugar: itinerância, fixação e estabilidade” (CARDOSO, 2007, p. 126).

 

As aulas aconteceram nessas instalações, até ser concluída a construção do Colégio. A Escola Normal de Catolé do Rocha ocupou, inicialmente, o que Vinão (2005, p.18) denomina de “locais habilitados ou provisionais quando se ocupam espaços construídos com outra finalidade”.

 

A matéria jornalística da época publicada pelo Jornal “A União”, em 27 de agosto de 1939, traz, na 2ª Secção, a notícia sobre o Colégio Normal Francisca Mendes com o seguinte título: “Em prol da Instrução Primária da Paraíba”.O Colégio ‘Dona Francisca Henriques Mendes’ – e descreve a doação do edifício à Diocese de Cajazeiras, enaltecendo o gesto do Senhor Antônio Mendes Ribeiro e enfatizando que a construção desse Colégio era moderníssima, com uma arquitetura que atendia às exigências para o desenvolvimento do ensino. Essa descrição pode ser observada na transcrição da matéria e nas fotos abaixo:

 

Acha‐se funcionando, em Catolé do Rocha o Colégio “Dona Francisca Henriques Mendes”, cujo edifício foi mandado construir recentemente pelo Sr. Antonio Mendes Ribeiro, e doado à Diocese de Cajazeiras por esse esforçado capitalista.

 

[...] Desse modo, é com justiça, que apreciamos o esplêndido gesto que o Sr. Antonio Mendes Ribeiro vem de ter para com a causa da desanalfabetização dos nossos irmãos sertanejos.

 

Fachada Original do Colégio Normal Francisca Mendes, em 1939 

 

A fachada do Colégio Normal Francisca Mendes, apresentou um desenho arquitetônico imponente, que corresponde ao designer da modernidade daquela época, e atendia aos interesses da disciplina do espaço escolar de uma instituição católica, pois “a monumentalidade das escolas católicas inspirava respeito, ordem, restígio, labor, disciplina, competência, poder e uma segurança messiânica e elitizada a cujo abrigo as oligarquias confiavam sua prole” (CORREIA, 2010, p.143 ‐ 144). Melo (2006, p.131)refere que [...] a cidade de Catolé não tinha nenhum prédio com essa magnitude e Mendes Ribeiro idealizou uma construção que, por muitos anos, foi a mais importante da cidade. Simbolizava a importância que a comunidade atribuía à educação ministrada naquele estabelecimento.

 

No que concerne ao desenho arquitetônico do Colégio Normal Francisca Mendes, com sua imponência para a sociedade catoleense da época, identificam‐se elementos comuns com “A Antiga Escola Normal de São Carlos”.Nosella (2002,p.46) destaca que a articulação arquitetônica da Escola pode também ser analisada do ponto de vista da relação do espaço escolar com o saber transmitido e as atividades escolares. Essa escola manifesta, em sua arquitetura, as duas faces do saber: o da respeitabilidade, admiração e prestígio e a da laboriosidade, disciplina e trabalho cotidiano. [...]

 

Nesse sentido, o aspecto arquitetônico do Colégio Normal Francisca Mendes é motivo de orgulho e símbolo da imponência do valor dado à educação naquela instituição escolar e, através de um sistema panótico, possibilitava melhor acompanhamento do que estava acontecendo.

 

Sobre a finalidade do sistema panótico, Correia (2010, p.145) afirma que “a finalidade do panotismo não é a violência, mas a disciplina; não é o isolamento, mas a visibilidade; não é a supremacia de um comandante, mas a otimização das funções sociais pela preparação de indivíduos aptos a exercê‐las”.

 

O Colégio Normal Francisca Mendes é uma instituição escolar reconhecida pelo Decreto nº 120, de 23 de abril de 1941, que foi publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba com o seguinte teor:

 

Decreto Nº 120, de 23 de abril de 1941.

 

Reconhece como Escola Normal Livre o Colégio “Dona Francisca Mendes”, da cidade de Catolé do Rocha.

 

O Interventor Federal no Estado da Paraíba, usando das atribuições que lhe são conferidas, tendo em vista o parecer da comissão nomeada para inspecionar o Colégio “Dona Francisca Mendes”, da cidade de Catolé do Rocha e de conformidade com o decreto nº 1.042, de 13 de maio de 1938.

 

Decreta:

 

Art. 1º ‐ Fica reconhecido nos termos do art. 17 do decreto nº 1042, de 13 de maio de 1938, como Escola Normal Livre o Colégio “Dona Francisca Mendes”, da cidade de Catolé do Rocha.

 

Art. 2º ‐ Revogam‐se as disposições em contrário.

 

João Pessoa, 23 de abril de 1941, 53º da Proclamação da República. Rui Carneiro J. Janduhy Carneiro

 

Assim, foi através da publicação desse decreto que a Escola Normal da cidade de

 

Catolé do Rocha ficou oficialmente reconhecida e legalizada. No ano de 1942, formou‐se a primeira turma de normalistas, com um total de dezenove formandas.

 

Por: Maria Cleide Soaresde Sousa - UFPB

 

 

-

Outras Notícias

Giro da Notícia

Catolé News - O portal que dá notícias da nossa gente!
Rua José Bonifácio, 34 1º Andar Bairro do Batalhão - Catolé do Rocha Paraíba
Telefone: (83) 8851.1734 - 9642.0101
E-mail: catolenews@gmail.com